Rumo ao caos: Governo Bolsonaro, três meses jogados fora, mais desemprego e mais desalento
Mais de 1,8 milhões de jovens desistiram de procurar emprego num país em que 13,1 milhões de trabalhadores, segundo o IBGE, estão alijados da força produtiva.
Antes de completar 100 dias, acabou a lua de mel do governo paramilitar de Bolsonaro e seus generais com o mercado, a mídia e o eleitorado, como mostram as pesquisas.
É preciso lembrar que, antes da facada de Juiz de Fora e da prisão de Lula, o candidato do baixo clero nunca passou de 20% nas pesquisas presidenciais, o núcleo duro da extrema-direita tupiniquim que lhe permanece fiel.
Esta semana, já mostrando enfado e pouca paciência com as crises políticas, o presidente da República eleito por quase 58 milhões de brasileiros, matou o serviço para ir ao cinema de manhã e saiu mais cedo na sexta-feira para ir a um evento evangélico só para homens “destemidos, corajosos e honrados”, tudo que ele nunca foi.
Proibido pela Justiça de comemorar os 55 anos do Golpe de 1964, deixou todas as confusões que armou para trás, e viaja hoje rumo a Israel para agradar a bancada evangélica, que teve importante papel na sua eleição.
Só não se pode dizer que Bolsonaro não esteja cumprindo suas promessas de campanha.
Está fazendo no governo o mesmo papel de provocador barato e líder sindical dos militares, que desempenhou durante quase 30 anos na Câmara, em que não apresentou nenhum projeto e nunca se destacou pela atuação parlamentar.
Nunca passou de uma figura folclórica do baixo clero que agora chegou ao poder.
O que ele fez até agora? Liberou armas para todos, comprou brigas com a China e os países árabes, detonou o Ministério da Educação e o Itamaraty com seus ministros trogloditas e aumentou os índices de desemprego, paralisando a atividade econômica com o caos instalado na articulação política.
*Por Ricardo Kotscho/247