Secretário da Secom de Bolsonaro espalha discurso de ódio contra a mídia e jornalistas nas redes
O publicitário Floriano Amorim, futuro chefe da Secom (Secretaria de Comunicação) do governo de Jair Bolsonaro, mantém um perfil no Twitter com discursos de ódio contra a mídia e jornalistas e opiniões bem similares às do chefe, seus filhos e correligionários.
Amorim, que hoje é assessor do gabinete do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), tem o hábito de replicar postagens da família. Ele costuma tratar a Folha, por exemplo, como “Foice”, símbolo do comunismo.
Ao republicar post sobre uma pesquisa do instituto Datafolha, o futuro secretário comentou: “Mais ridículo ainda é perceber que ainda tem gente que dá crédito a uma pesquisa encomendada pela Globo e Folha de SP! Isso já está ficando bizarro e feio pra essa esquerdalha”.
Amorim afirmou também, na rede social que, ao cortar verbas de propaganda oficial, Bolsonaro estará fazendo girar a economia.
“Com essa ação, aqueles que sempre se deram bem nas contas de governo irão ter que mostrar serviço no mercado privado. Em consequência, irão aquecer o mercado. 17!”, disse, citando o número do PSL, sigla de Bolsonaro.
Ele também sugeriu punição ao homem acusado de matar a pauladas uma idosa de 106 anos no Maranhão: “Um animal desses só tirando toda a pele e soltá-lo no meio do sertão”, escreveu o publicitário.
