Senado autoriza adesão do Brasil ao consórcio de vacinas Covax Facility

5 de fevereiro de 2021 29

Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira, 04, a adesão do Brasil ao consórcio Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para estimular e garantir o acesso às vacinas contra a Covid-19. O relator, senador Confúcio Moura, fez apenas apenas alterações de redação para o texto não voltar à Câmara dos Deputados e seguir direto à sanção do presidente Jair Bolsonaro. “Vejo que o Senado ele não pode atrasar nada do que se refere à pandemia, dramática situação que vive o povo brasileiro”, avaliou. Uma das mudanças, sugerida pelo senador Rodrigo Cunha (PSDB), permite que os prefeitos adotem ações para a vacinação caso haja omissão da União. O projeto também flexibiliza a autorização de uso emergencial de vacinas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que terá um prazo de cinco dias para liberar imunizantes já aprovados em outros países.O Ministério da Saúde lança nesta sexta-feira, 05, o edital de licitação para a construção do complexo industrial de biotecnologia em saúde do Instituto de Tecnologia da Fiocruz. Com a nova estrutura,  a Fundação poderá aumentar em quatro vezes a produção de imunizantes e biofármacos. O primeiro lote de insumos para a produção da vacina de Oxford no Brasil está previsto para chegar neste sábado, 06, no Rio de Janeiro. Pronta desde janeiro, a carga aguardava licença de exportação e os procedimentos alfandegários para ser liberada pelas autoridades da China. O atraso no lote deve resultar em alteração no cronograma da Fiocruz. Mesmo assim, o instituto mantém acordo para a entrega de 100,4 milhões de doses da vacina até o final de julho. A vacina será feita no Brasil com insumos importados da China. No entanto, o acordo do governo brasileiro com a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford prevê a transferência de tecnologia para produção nacional.