Senador Marcos Rogério na ponteira e Adailton Fúria e Hildon Chaves estão na briga pela segunda vaga

4 de junho de 2026 33

Sem ferrão

Quando até os direitos dos condenados são defendidos com apetitosas reduções de penas, como se viu no episódio da dosimetria (nome pomposo para significar a poda no tempo de prisão), sítios e seres das florestas também passaram a ter seus direitos considerados, estendidos e transformados em leis.

Um caso mais recente é o das abelhas sem ferrão. Elas, de fato não merecem ser condenadas à extinção, tornando necessárias regras estáveis que assegurem sua permanência no ecossistema, sobretudo quando se considera que vivem na Amazônia metade das 500 espécies das abelhas existentes no mundo.

O Peru abriu caminho à proteção desses estimados insetos ao impor, em leis, os direitos fundamentais das abelhas, como a garantia de um habitat saudável e à representação legal em caso de danos ou ameaças humanas, obrigando o Estado a agir com medidas de reflorestamento e controle de pesticidas.

Por baixo e ao redor dessa preocupação está uma lei nacional quer declarou as abelhas sem ferrão como nativas do Peru (por extensão, da Amazônia) para procurar defendê-las, com leis e ações governamentais, das abelhas africanas que desalojam as nativas e alteram o equilíbrio ambiental. Quando o bom senso e o mercado não dão conta de resolver um problema com intercorrências sérias é preciso que o Estado não seja tão mínimo que por omissão favoreça a destruição do meio natural.

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Algumas projeções

Nestas primeiras projeções a respeito das eleições em Rondônia para a sucessão do governador Marcos Rocha, se constata o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) na ponteira, com a melhor média estadual, mas não com percentuais elásticos das pesquisas direcionadas tentando sugerir alguma possibilidade de sua vitória em turno único. Com sete e até a possibilidade de oito candidatos ao Palácio Rio Madeira, pelo fracionamento do eleitorado, é mais do que certo de uma eleição em dois turnos. E neste momento de campanha dois pré-candidatos se apresentam com as melhores chances de alcançar o segundo turno com Rogério: Hildon Chaves (UB) e Adailton Fúria (PSD).

Atual situação

Neste momento eleitoral, se acredita que Hildon Chaves e Adailton Fúria integram um primeiro pelotão nesta campanha com Marcos Rogério e um deles fará frente ao senador bolsonarista raiz no segundo turno. Chaves largando na frente e com boa diferença sobre os adversários em Porto Velho, reduto de 30 por cento dos eleitores do estado e Adailton Fúria consolidando sua posição de liderança na região do Café e Zona da Mata, onde conta com o apoio do ex-governador Ivo Cassol (PP). Tudo aponta que Marcos Rogério vai acabar o primeiro turno na liderança, seu grande problema será enfrentar o segundo turno, num estado onde os favoritos vêm tombando seguidamente.

Hildon x Fúria

Nesta largada, já que a campanha apenas começou e Rondônia tem tradição em apresentar surpresas, Adailton Fúria e Hildon Chaves estão na briga pela segunda vaga no segundo turno com Rogério. Para obter esta segunda vaga o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves precisa melhorar sua situação no interior. Por seu turno, o desafio de Adailton Fúria é amplificar seu desempenho na capital e com isto garantir sua presença no segundo turno. Lembrando que todos os oposicionistas acreditam que quem conseguir alcançar o segundo turno, seja um ou outro, ou ainda Expedito Neto (PT), ou Pedro Abib (MDB) que estão no segundo pelotão, derrota Rogério no segundo turno.

O Jogo de estratégia

Com os dois melhores prefeitos de Rondônia da última fornada de alcaides se digladiando para seguir ao segundo turno, se vê a liderança de Marcos Rogério consolidada e com um jogo de estratégia definido. Todos luas petas, comando de campanha e partidos alinhados querem acelerar a campanha para obter uma vitória em turno único e evitar um confronto com suas oposições na etapa seguinte da eleição. A partir das convenções do mês que vem, Rogério vai acelerar o passo, usando como sua carta na manga o apoio declarado do ex-presidente Bolsonaro e do atual presidenciável Flávio Bolsonaro.  

Levando a melhor

Na busca dos eleitores do ex-governador Ivo Cassol, que ficou de fora da atual campanha, considerado a grande liderança de direita neste estado, já alinhado com Fúria, quem leva a melhor nesta peleja é o senador Marcos Rogério. Se viu nas primeiras sondagens, que os bolsonaristas mais convictos, eleitores conservadores consideram Rogério mais próximo da imagem do ex-governador e do presidente Bolsonaro. Adailton Fúria tentará compensar esta situação com a máquina do governador Marcos Rocha que entra em campo depois das convenções. Mas Fúria integra um partido da base do presidente Lula e isto afasta muitos bolsonaristass da sua campanha.

Da conveniência

Seria da conveniência do ex-prefeito Hildon Chaves ver Marcos Rogério e Adailton Fúria se estapeando no interior? Seria se o ex-tucano melhorasse sua situação no interior e isto não aconteceu ainda. A polarização na roça, onde estão dois terços dos eleitores do estado, entre Marcos Rogério com Adailton Fúria, o candidato   chapa branca, pode ser fatal para Chaves. Rogério é o grande nome da oposição ao governador Marcos Rocha. Fúria, o candidato governista, com a bandeira chapa branca. Chaves sem identidade, não se sabe se é oposição ou situação. Se a polarização Rogerio/Fúria chegar à capital, Chaves pode ser excluído nesta disputa.

Sinuca de bico

Trocando de saco para mala, o Brasil entrou numa sinuca de bico. Seu maior parceiro comercial hoje – que compra de soja a carne e agora até petróleo - é a China. Impressionado com o avanço chinês no Brasil – com carros elétricos a pontes, rodovias e ferrovia – os Estados Unidos para atingir a China, resolveu retaliar o Brasil com novas tarifas escorchantes para produtos verdes amarelos. Também exige a extinção do pix porque isto acarreta grandes prejuízos aos cartões internacionais americanos, como visa, etc. Os Bolsonaros festejam o incomodo no governo Lula, mas isto pode se voltar contra eles na atual campanha eleitoral. É coisa de louco.

Via Direta

*** Falei com alguns goianos sobre a segurança pública nas gestões em Goiás do então governador Ronaldo Caiado, hoje candidato a presidência da república, e todos confirmaram a eficiência de Caiado contra a bandidagem *** Lá os criminosos foram tratados a chicote e a maioria fugiu para os estados vizinhos.  Segurança é um tema que Caiado domina bem *** Em Rondônia os criminosos tomaram conta. A madeira clandestina dos parques nacionais e reservas indígenas e o ouro extraído ilegalmente estão sob domínio do PCC e do Comando Vermelho *** Rondônia elegeu um coronel a governador e diversos delegados e policiais a deputados estaduais e federais e a criminalidade só tem aumentado. O que fazer? 

Fonte: CARLOS SPERANÇA
POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)

Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br