Senador Marcos Rogério na ponteira e Adailton Fúria e Hildon Chaves estão na briga pela segunda vaga
Sem ferrão
Quando até os direitos dos condenados são defendidos com apetitosas reduções de penas, como se viu no episódio da dosimetria (nome pomposo para significar a poda no tempo de prisão), sítios e seres das florestas também passaram a ter seus direitos considerados, estendidos e transformados em leis.
Um caso mais recente é o das abelhas sem ferrão. Elas, de fato não merecem ser condenadas à extinção, tornando necessárias regras estáveis que assegurem sua permanência no ecossistema, sobretudo quando se considera que vivem na Amazônia metade das 500 espécies das abelhas existentes no mundo.
O Peru abriu caminho à proteção desses estimados insetos ao impor, em leis, os direitos fundamentais das abelhas, como a garantia de um habitat saudável e à representação legal em caso de danos ou ameaças humanas, obrigando o Estado a agir com medidas de reflorestamento e controle de pesticidas.
Por baixo e ao redor dessa preocupação está uma lei nacional quer declarou as abelhas sem ferrão como nativas do Peru (por extensão, da Amazônia) para procurar defendê-las, com leis e ações governamentais, das abelhas africanas que desalojam as nativas e alteram o equilíbrio ambiental. Quando o bom senso e o mercado não dão conta de resolver um problema com intercorrências sérias é preciso que o Estado não seja tão mínimo que por omissão favoreça a destruição do meio natural.
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Algumas projeções
Nestas primeiras projeções a respeito das eleições em Rondônia para a sucessão do governador Marcos Rocha, se constata o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) na ponteira, com a melhor média estadual, mas não com percentuais elásticos das pesquisas direcionadas tentando sugerir alguma possibilidade de sua vitória em turno único. Com sete e até a possibilidade de oito candidatos ao Palácio Rio Madeira, pelo fracionamento do eleitorado, é mais do que certo de uma eleição em dois turnos. E neste momento de campanha dois pré-candidatos se apresentam com as melhores chances de alcançar o segundo turno com Rogério: Hildon Chaves (UB) e Adailton Fúria (PSD).
Atual situação
Neste momento eleitoral, se acredita que Hildon Chaves e Adailton Fúria integram um primeiro pelotão nesta campanha com Marcos Rogério e um deles fará frente ao senador bolsonarista raiz no segundo turno. Chaves largando na frente e com boa diferença sobre os adversários em Porto Velho, reduto de 30 por cento dos eleitores do estado e Adailton Fúria consolidando sua posição de liderança na região do Café e Zona da Mata, onde conta com o apoio do ex-governador Ivo Cassol (PP). Tudo aponta que Marcos Rogério vai acabar o primeiro turno na liderança, seu grande problema será enfrentar o segundo turno, num estado onde os favoritos vêm tombando seguidamente.
Hildon x Fúria
Nesta largada, já que a campanha apenas começou e Rondônia tem tradição em apresentar surpresas, Adailton Fúria e Hildon Chaves estão na briga pela segunda vaga no segundo turno com Rogério. Para obter esta segunda vaga o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves precisa melhorar sua situação no interior. Por seu turno, o desafio de Adailton Fúria é amplificar seu desempenho na capital e com isto garantir sua presença no segundo turno. Lembrando que todos os oposicionistas acreditam que quem conseguir alcançar o segundo turno, seja um ou outro, ou ainda Expedito Neto (PT), ou Pedro Abib (MDB) que estão no segundo pelotão, derrota Rogério no segundo turno.
O Jogo de estratégia
Com os dois melhores prefeitos de Rondônia da última fornada de alcaides se digladiando para seguir ao segundo turno, se vê a liderança de Marcos Rogério consolidada e com um jogo de estratégia definido. Todos luas petas, comando de campanha e partidos alinhados querem acelerar a campanha para obter uma vitória em turno único e evitar um confronto com suas oposições na etapa seguinte da eleição. A partir das convenções do mês que vem, Rogério vai acelerar o passo, usando como sua carta na manga o apoio declarado do ex-presidente Bolsonaro e do atual presidenciável Flávio Bolsonaro.
Levando a melhor
Na busca dos eleitores do ex-governador Ivo Cassol, que ficou de fora da atual campanha, considerado a grande liderança de direita neste estado, já alinhado com Fúria, quem leva a melhor nesta peleja é o senador Marcos Rogério. Se viu nas primeiras sondagens, que os bolsonaristas mais convictos, eleitores conservadores consideram Rogério mais próximo da imagem do ex-governador e do presidente Bolsonaro. Adailton Fúria tentará compensar esta situação com a máquina do governador Marcos Rocha que entra em campo depois das convenções. Mas Fúria integra um partido da base do presidente Lula e isto afasta muitos bolsonaristass da sua campanha.
Da conveniência
Seria da conveniência do ex-prefeito Hildon Chaves ver Marcos Rogério e Adailton Fúria se estapeando no interior? Seria se o ex-tucano melhorasse sua situação no interior e isto não aconteceu ainda. A polarização na roça, onde estão dois terços dos eleitores do estado, entre Marcos Rogério com Adailton Fúria, o candidato chapa branca, pode ser fatal para Chaves. Rogério é o grande nome da oposição ao governador Marcos Rocha. Fúria, o candidato governista, com a bandeira chapa branca. Chaves sem identidade, não se sabe se é oposição ou situação. Se a polarização Rogerio/Fúria chegar à capital, Chaves pode ser excluído nesta disputa.
Sinuca de bico
Trocando de saco para mala, o Brasil entrou numa sinuca de bico. Seu maior parceiro comercial hoje – que compra de soja a carne e agora até petróleo - é a China. Impressionado com o avanço chinês no Brasil – com carros elétricos a pontes, rodovias e ferrovia – os Estados Unidos para atingir a China, resolveu retaliar o Brasil com novas tarifas escorchantes para produtos verdes amarelos. Também exige a extinção do pix porque isto acarreta grandes prejuízos aos cartões internacionais americanos, como visa, etc. Os Bolsonaros festejam o incomodo no governo Lula, mas isto pode se voltar contra eles na atual campanha eleitoral. É coisa de louco.
Via Direta
*** Falei com alguns goianos sobre a segurança pública nas gestões em Goiás do então governador Ronaldo Caiado, hoje candidato a presidência da república, e todos confirmaram a eficiência de Caiado contra a bandidagem *** Lá os criminosos foram tratados a chicote e a maioria fugiu para os estados vizinhos. Segurança é um tema que Caiado domina bem *** Em Rondônia os criminosos tomaram conta. A madeira clandestina dos parques nacionais e reservas indígenas e o ouro extraído ilegalmente estão sob domínio do PCC e do Comando Vermelho *** Rondônia elegeu um coronel a governador e diversos delegados e policiais a deputados estaduais e federais e a criminalidade só tem aumentado. O que fazer?
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POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)
Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br