Servidores do poder judiciário lotados na comarca de Costa Marques também protestam por aumento salarial
Os servidores do poder judiciário lotados na comarca de Costa Marques também protestaram hoje (14.10.2019) por aumento salarial.
Eles estão revoltados com a falta de atenção por parte da cúpula diretiva do TJ/RO que virou as costas às reinvindicações da categoria que sempre se esforçou e presta relevantes serviços por uma justiça mais ágil, transparente, imparcial e voltada para a melhor aplicação do direito àqueles que postulam em juízo suas pretensões de toda sorte.
Diante da situação crítica porque o país atravessa, não é justo que o aumento salarial seja apenas em favor dos magistrados, que não passam tantas privações como a grande maioria dos servidores do TJ/RO.
Este é o momento de a presidência da corte mostrar que, realmente, está valorizando a categoria dos funcionários, responsáveis de movimentar a máquina do judiciário rondoniense. Sem a colaboração direta e indireta deles, os serviços da justiça do Estado de Rondônia não funcionam com qualidade e com excelência funcional administrativa em favor da sociedade.
Investir em avanços tecnológicos, divulgar as ações do judiciário à imprensa, como agora no encontro da magistratura ocorrido no último final de semana, evento realizado no auditório da Assembleia Legislativa, passando uma imagem de que a justiça no Estado de Rondônia é vista como uma das mais céleres no Brasil, entre outras.
Valorizar o servidor deve ser a meta de todo o presidente de um tribunal. Não adiante falar, mas agir na prática para que aumento salarial não seja motivo para que os servidores protestem contra o baixo salário da categoria, principalmente, retratando uma diferença salarial gritante e desumana entre magistrados e servidores.
Seria até interessante se perguntar: será que um desembargador consegue sobreviver com um salário de um servidor de início de carreira?
A resposta certamente que não porque a cultura da injustiça continua predominando no seio de nossa sociedade, fazendo com que o Brasil seja um dos mais desiguais do mundo, situação essa que não pode continuar e a justiça precisa agir como ferramenta para impedir que os iguais (magistrado e servidor) não sejam desiguais.
(Jornalista Ronan Almeida de Araújo.