TACLA DURÁN: “PAGUEI PROPINA PARA NÃO SER PRESO”

18 de junho de 2019 247

Tacla Durán concedeu entrevista a Uol no dia seguinte à divulgação, pelo Intercept Brasil, do diálogo entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol. A entrevista ocorreu no lobby de um hotel de Madri onde Durán reside desde que deixou o Brasil em função da operação Lava Jato.

Durán disse que, quando seu nome veio à tona na investigação da Lava Jato, ele pagou R$ 5 milhões para não ser preso, o que afirma ser uma suposta extorsão.

Tacla Durán diz ter pago uma primeira parcela de US$ 612 mil ao advogado Marlus Arns, mas afirma que se recusou a pagar o restante, mas foi preso assim que chegou a Madri onde ficou detido por 70 dias.

Ele é tido como um fugitivo pela força-tarefa, contudo a Interpol retirou qualquer alerta contra Tacla Durán e ele vive em liberdade.

Datado de 28 de janeiro de 2019, o documento, obtido pelo UOL, foi uma resposta a questionamentos feitos pela Suíça ao brasileiro, com base em transferências que ele realizou a partir de uma conta no país europeu para o Brasil.

Datado de 28 de janeiro de 2019, o documento, obtido pelo UOL, diz:

“Tacla foi extorquido e ameaçado […] e temor por sua vida o levou a pagar uma parte da extorsão. O advogado Marlus Arns, que recebeu o pagamento -dinheiro que é apontado como uma das justificativas para o bloqueio das autoridades suíças– já tinha trabalhado com a mulher do [ex] juiz Sergio Moro, sendo outro sócio o advogado Carlos Zucolotto Junior, que também foi sócio da mulher de Moro, e que hoje trabalha com lobista profissional”.

A 13ª Vara de Curitiba pediu a extradição de Tacla Duran para o Brasil, mas foi negado pela Espanha em julho de 2017. Considerado foragido pelo Brasil, hoje Tacla vive em liberdade em Madri.