Trabalhador de Porto Velho precisa de mais de 81 horas de trabalho para comprar cesta básica
Porto Velho registrou alta no preço da cesta básica em janeiro de 2026, segundo dados da Conab. O valor chegou a R$ 601,01, o que representa aumento de 1,52% em relação a dezembro de 2025. Ainda assim, no acumulado entre abril de 2025 e janeiro de 2026, houve queda de 9,75%. O comportamento dos preços da cesta básica em Porto Velho reflete o impacto direto da inflação dos alimentos no orçamento das famílias, especialmente das que dependem do salário mínimo.
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, dois dos 12 produtos que compõem a cesta básica apresentaram aumento nos preços médios: tomate, com alta expressiva de 25,26%, e pão francês, que subiu 1,25%. Por outro lado, oito itens registraram queda, com destaque para o leite integral (-6,55%), açúcar cristal (-3,56%), banana (-2,97%), feijão carioca (-2,39%) e carne bovina de primeira (-0,64%). A variação nos preços dos alimentos essenciais revela instabilidade no custo de vida da população de Porto Velho.

No recorte acumulado desde abril de 2025, quatro produtos tiveram elevação: óleo de soja (6,65%), banana (2,16%), carne bovina de primeira (1,46%) e pão francês (0,85%). Já itens como tomate (-35,54%), arroz agulhinha (-27,53%), leite integral (-14,20%), farinha de mandioca (-11,87%) e café em pó (-0,95%) apresentaram retração nos valores. A queda acumulada da cesta básica ao longo de 2025 traz alívio parcial, mas ainda não compensa o peso dos alimentos no orçamento mensal.
Em janeiro de 2026, o trabalhador de Porto Velho, com salário mínimo de R$ 1.621,00, precisou trabalhar 81 horas e 34 minutos para adquirir a cesta básica, tempo menor que as 85 horas e 48 minutos exigidas em dezembro. Considerando o salário mínimo líquido, após desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda foi de 40,08%, ante 42,16% no mês anterior.