Treinador do Flamengo, Renato Gaúcho cobra CBF devido a arbitragem
Após sete vitórias nos sete primeiros jogos, Renato Gaúcho conheceu sua primeira derrota desde que chegou ao Flamengo. E logo de forma acachapante: um 4 a 0 para o Internacional, neste sábado, em pleno Maracanã. Em coletiva de imprensa depois da goleada, o treinador analisou a atuação rubro-negra e minimizou a quebra do 100% de aproveitamento.
— Já aconteceu muitas vezes, aconteceu hoje e vai acontecer outras vezes. Não quer dizer que, quando uma equipe descansa, ela tem certeza da vitória. Não tem jogo fácil, independente se você descansa ou não. Eu já tinha falado que a gente ia tropeçar alguma hora, infelizmente tropeçamos hoje. Não tem um time imbatível, isso faz parte do futebol.
Questionado sobre o queda de rendimento do Flamengo durante a partida contra o Inter, Renato citou algumas decisões polêmicas do árbitro Paulo Roberto Alves Junior, principalmente no lance do primeiro gol.
— Começamos bem e criamos algumas oportunidades. A gente se perdeu quando teve a falta no Bruno Henrique, que ele não deu. Até falei com o árbitro que ele falou muito com os jogadores e jogadores com ele. Repito, não é desculpa. A gente tem o VAR hoje em dia que pode ajudar o árbitro e ele tem que saber escutar. Eu escutei o jogador do Vasco falar uma coisa e concordo: o técnico erra e tem que se explicar. O jogador erra e tem que se explicar. O árbitro não é questionado. É muito fácil. Por que o árbitro não pode dar entrevista? Por que a CBF não autoriza?
— O Michael fez um gol legítimo e não tinha VAR. E se aquele gol valesse classificação? O árbitro erra e não se justifica. Estamos no século XXI e evoluir. A CBF deveria vir explicar o motivo pelo qual eles não se explicam. Deveria ter isso, de falar após as partidas. Ou é muito fácil.
Com o resultado, o Flamengo perdeu a oportunidade de encostar no G-4 e diminuir a diferença para os líderes do Brasileirão. Com dois jogos atrasados, a equipe continua na quinta colocação, com 24 pontos – 10 a menos que o líder Atlético-MG.
Retirado de: Lance