Tuítes de comandante do Exército são lidos no Jornal Nacional e militares saem em defesa de intervenção

4 de abril de 2018 468

Uma mensagem postada no Twitter pelo comandante do Exército, general Villas Bôas, repercute no país desde a noite de terça-feira (3). Neste amanhã, o assunto ainda era o segundo mais comentado no Twitter. A mensagem está sendo considerada uma tentativa de pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF), que retoma nesta quarta-feira (4) o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na rede social, o general afirma:

 

Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?

 

Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais.

 

A mensagem foi lida no encerramento do Jornal Nacional pelo apresentador William Bonner que destacou o fato de Villas Bôas “não ter feito referência ao julgamento do habeas corpus de Lula no STF”.

A partir daí, outros generais começaram a se pronunciar pelo Twitter endossando a fala de Villas Bôas. O General Paulo Chagas escreveu:

 

Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais.

 

Caro Comandante, Amigo e líder receba a minha respeitosa e emocionada continência.
Tenho a espada ao lado, a sela equipada, o cavalo trabalhado e aguardo suas ordens!!

 

O general Freitas postou:

 

 

Mais uma vez o Comandante do Exército expressa as preocupações e anseios dos cidadãos brasileiros que vestem fardas. Estamos juntos, Comandante @Gen_VillasBoas ! https://twitter.com/Gen_VillasBoas/status/981315180226318336 

 

Antes de Villas Bôas, o general da reserva Luiz Augusto Schroeder Lessa havia defendido que, caso o ex-presidente Lula seja autorizado a concorrer nas eleições de outubro e venha a vencer o pleito, o país passe novamente por uma intervenção militar.

Até mesmo o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se surpreendeu com as manifestações dos militares.