VASO RUIM NÃO QUEBRA NEM EM 75 ANOS
Dois meses após ter sido surpreendido com o diagnóstico de que estava com uma grave arritmia cardíaca, meu quadro clínico mudou muito. As ameaças foram sendo removidas pelos médicos e acabo de ter alta no Hospital do Coração.
Falta uma última cirurgia, que eles consideraram arriscada demais para este momento, mas têm esperança de realizar lá por meados de 2026. Até então, tratamento ambulatorial e cautela.
O repouso do guerreiro, que eu antes recusava, foi-me imposto. Fazer o quê?
Hoje (6) completo 75 anos sem saber se, conforme a música do King Crimson que é uma das minhas favoritas, confusão será meu epitáfio. Não consegui construir o país que tanto queria legar para meus entes queridos e para o povo sofrido, no qual se priorizasse o bem de todos, não o lucro de minorias.
Mas, acredito ter provado que vale a pena lutarmos, mesmo quando o inimigo é tão poderoso como uma bestial ditadura militar ou tão desmobilizador quanto uma força majoritária da esquerda que perdeu o rumo e o foco.
Fui buscar, na bacia das almas, vitórias expressivas contra ambos.
Na falta de um legado propriamente dito, deixarei pelo menos um exemplo: o de que as grandes batalhas da vida não devem ser recusadas, mas lutadas até o fim.
Numa poesia de décadas atrás eu escrevi: "O homem que luta sozinho comanda um exército invisível". Mantenho a afirmação. (Celso Lungaretti)
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