Veja fala em “revolução” com Lula e diz que Fachin fez “chicana jurídica” mas não conseguiu salvar Moro
Apavorada com a volta ao cenário político do seu maior inimigo, a revista Veja mostrou logo na capa da edição desta sexta-feira (12) que está em uma sinuca de bico.
Logo na sua carta ao leitor, a publicação chama de “chicana jurídica” a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de tentar arquivar o processo de suspeição de Sergio Moro juntamente com a decisão que anulou as condenações do ex-presidente Lula na 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos casos da Lava Jato.
“Com uma manobra política mal dissimulada, a intenção de Fachin foi preservar a reputação pessoal do ex-juiz Sergio Moro, que seria julgado por suspeição por causa das decisões tomadas quando comandava a 13ª Vara de Curitiba. A partir da anulação da competência, o ministro imaginava que a questão estaria encerrada — e Moro, salvo. Seria uma espécie de chicana jurídica. Nem isso conseguiu”, lamenta a publicação da família Civita, que enfrenta uma pendenga jurídica para manter a revista circulando.
Na carta aos leitores, a Veja fala ainda na “revolução” causada por Lula com a retomada da elegibilidade e entrada definitiva no cenário eleitoral para 2022.
Um dos efeitos colaterais de tal decisão foi o retorno imediato da elegibilidade de Lula, atalho para uma revolução no cenário eleitoral”, diz o texto, ressaltando que com a “inclusão do ex-presidente na peleja” torna muito mais difícil as chances de um candidato de centro defendido por grande parte da mídia e do sistema financeiro.
Na reportagem de capa, que diz que a “decisão desastrada de Fachin muda jogo político e reforça polarização”, a revista diz que, ignorado por Gilmar Medes, que decidiu pautar o caso de suspeição, “a intenção [de Fachin] de salvar Moro não surtiu efeito, colocou de todo modo o ex-juiz no banco dos réus”.