A alternativa eleitoral de Flávio Bolsonaro paralela ao projeto presidencial
Antes de ser atingido pela revelação de que solicitou ao banqueiro Daniel Vorcaro recursos para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já mantinha aberta uma alternativa que permitiria um “plano B” caso sua candidatura ao Planalto não prosperasse. Escolhido pelo pai para liderar o projeto presidencial da direita em 2026, o parlamentar percorreu o país em busca de palanques, mas deixou indefinido justamente o desenho eleitoral no Rio de Janeiro, berço político da família.
No PL, a leitura era de que o Rio teria espaço para dois candidatos competitivos ao Senado. O governador Cláudio Castro despontava como principal aposta, mas a condenação à inelegibilidade tornou arriscada sua manutenção na chapa. O senador Carlos Portinho também figurava entre as opções, sem nunca receber confirmação definitiva da legenda. Com isso, uma das vagas acabou sendo reservada ao ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), apoiado por Flávio e detentor de forte base eleitoral na Baixada Fluminense.
Outro nome cogitado era o de Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio e que poderia abrir mão da candidatura para acomodar o filho em uma eventual disputa pela renovação de seu mandato. Flávio não explicitou as razões para não ter completado a chapa, mas após a divulgação dos áudios uma especulação interna indicou esse caminho como uma saída possível.
Os números registrados em pesquisas reforçavam a viabilidade desse “plano B”. Segundo o instituto Real Time Big Data, no fim de 2025, Flávio e Cláudio Castro empatavam com 27% das intenções de voto para o Senado. Mais recentemente, sondagem do instituto Paraná Pesquisas voltou a posicionar Flávio entre os favoritos para conquistar uma das duas cadeiras fluminenses.