A alternativa eleitoral de Flávio Bolsonaro paralela ao projeto presidencial

15 de maio de 2026 23

Antes de ser atingido pela revelação de que solicitou ao banqueiro Daniel Vorcaro recursos para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já mantinha aberta uma alternativa que permitiria um “plano B” caso sua candidatura ao Planalto não prosperasse. Escolhido pelo pai para liderar o projeto presidencial da direita em 2026, o parlamentar percorreu o país em busca de palanques, mas deixou indefinido justamente o desenho eleitoral no Rio de Janeiro, berço político da família.

No PL, a leitura era de que o Rio teria espaço para dois candidatos competitivos ao Senado. O governador Cláudio Castro despontava como principal aposta, mas a condenação à inelegibilidade tornou arriscada sua manutenção na chapa. O senador Carlos Portinho também figurava entre as opções, sem nunca receber confirmação definitiva da legenda. Com isso, uma das vagas acabou sendo reservada ao ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), apoiado por Flávio e detentor de forte base eleitoral na Baixada Fluminense.

Outro nome cogitado era o de Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio e que poderia abrir mão da candidatura para acomodar o filho em uma eventual disputa pela renovação de seu mandato. Flávio não explicitou as razões para não ter completado a chapa, mas após a divulgação dos áudios uma especulação interna indicou esse caminho como uma saída possível.

Os números registrados em pesquisas reforçavam a viabilidade desse “plano B”. Segundo o instituto Real Time Big Data, no fim de 2025, Flávio e Cláudio Castro empatavam com 27% das intenções de voto para o Senado. Mais recentemente, sondagem do instituto Paraná Pesquisas voltou a posicionar Flávio entre os favoritos para conquistar uma das duas cadeiras fluminenses. 

 

Fonte: Caio Barbieri