A saúde da República depende de vigilância permanente. Mas quem pode fazer isso por você?
Caro leitor,
Nos últimos anos, vimos as estruturas de poder serem dissecadas pela maior operação anticorrupção já vista no Brasil.
Um ex-presidente da República está recolhido à cadeia, o país assistiu a mais um impeachment, o atual inquilino do Planalto está indiciado pela polícia e dezenas de outros protagonistas da cena nacional viram seu capital político se esmilinguir.
Espera-se que o próximo presidente, beneficiário da onda saneadora trazida pela Lava Jato, consiga cumprir a promessa de extirpar da máquina pública o velho toma lá dá cá que escancara as portas para a roubalheira e deixa bilhões de reais escorrerem pelo ralo da corrupção.
Também é de se esperar que, à diferença de seus antecessores, o novo ocupante da cadeira presidencial veja o jornalismo sério e profissional como ele é: um instrumento necessário à democracia e ao aperfeiçoamento do estado e de suas instituições.
É preciso vigilância permanente.
Pelo futuro do Brasil.
Mas não conte com a grande imprensa nessa tarefa.
Ela não está vigilante como deveria.
Pense que diferença faria se todos estivessem vigilantes há exatos quatro anos.
Às vésperas da reeleição de Dilma Rousseff, em outubro de 2014, as verdadeiras intenções da ex-presidente não eram plenamente conhecidas.
E o resultado foi catastrófico:
| O que Dilma prometeu em out/2014 | Impacto na economia até o impeachment |
| Baixar a conta de luz | Apagão e tarifaço |
| Retomada do crescimento | O PIB despencou e chegou a 3,85% negativos |
| Controlar a inflação | A inflação saltou de 6,40% para 10,67% |
| Não elevar juros | A Selic chegou a 14,25% |
| Geração de emprego | A taxa de desemprego cresceu 90% |
Economia não admite experiências de laboratório. Erros cobram seu preço e as consequências podem se estender por gerações.

Depois será tarde para você se dar conta que não conhecia toda a verdade.
Por isso, enquanto a imprensa dorme no ponto, cabe a você estar atento:
1) Assuma o controle. Político diz uma coisa e faz outra, você tem de ser mais crítico e selecionar ativamente suas fontes de informação;
2) Tenha acesso ao conhecimento. Ele está um passo adiante da notícia e só alguns são capazes de oferecê-lo;
3) Apoie família e amigos. Apenas com uma interpretação independente dos fatos teremos indivíduos aptos para escolher os melhores caminhos.
Apesar de a vigilância ser indispensável neste momento, o que a imprensa anda fazendo por você?
Não nos referimos aos embates televisivos, à cobertura da agenda dos candidatos nem aos números das pesquisas divulgados à exaustão.
Nos referimos à função primordial do jornalista de se manter vigilante. À vocação de denunciar o que estiver errado, doa a quem doer.
Millôr Fernandes tinha uma excelente definição para isso:
“Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.”
No momento mais decisivo da história da República, a imprensa NÃO está vigilante como deveria.
Pelo fato de que quase todos os políticos mentem — e omitem —, sempre se deve desconfiar deles. E os mais desconfiados deveriam ser os jornalistas.
Mas, analisando a imprensa brasileira de hoje, chegamos à conclusão que a balança pende bem mais para o lado dos poderosos do que para o lado dos inconformados.
Não se iluda.
A engrenagem continuará girando para esmagar a verdade.
A propaganda governamental é um tipo de mensalão da imprensa.

Pense bem: a quem interessa encobrir os fatos?
Gente mal-intencionada possui ligações por toda a parte, inclusive na imprensa.
A pretexto de divulgar as suas realizações, concretas ou não, ministérios, secretarias e estatais gastam bilhões para comprar consciências e promover políticos.
Você precisa ficar atento aos bastidores da política, ao que acontece nas entrelinhas, ao que os poderosos estão tramando.
É aí que a verdade se esconde.
Dependendo da habilidade do presidente eleito, o Brasil corre o risco de incorrer no fracasso dos últimos anos.
Sabemos que não é esse futuro que você quer para sua família, e não quero paras as nossas também.
Mas não conte com o velho modelo de imprensa para ser a sua voz.
Em geral, ela tem interesses próprios, que não são claros.
Por causa dessa falta de clareza, somos levados a deduzir que a imprensa jamais vai entrar numa briga com cachorro grande.

Entre as redações e os poderosos, a retribuição de gentilezas é bem mais comum do que você imagina.
A inércia convém ao velho modelo de imprensa.
Em alguns casos, é questão de sobrevivência.
O governo gasta verbas suntuosas de publicidade (leia-se dinheiro do contribuinte) em grandes jornais e revistas.
Não raro, empresas estatais ocupam anúncios de página dupla ou contracapa, que são os espaços mais caros da mídia impressa.

Fora a publicidade explícita, há o caso de pesquisas e publicações que, até bem pouco tempo, não demonstravam constrangimento em tratar o presidiário como candidato à Presidência.
Ainda que Lula fosse inocente no caso do tríplex (é apenas um exercício de raciocínio…), condenados em segunda instância não podem concorrer e ponto final.
Está na Lei da Ficha Limpa, sancionada, quem diria, pelo governo Lula em 2010.
Ladrão é ladrão. A pergunta é:
A lei vale para todos ou alguns estão acima dela?
Se a lei vale para todos, tratar o condenado como candidato só ajuda pessoas de má fé a manipularem o eleitorado desprotegido.
E o que fez a imprensa?
Seguiu o embalo de reportar intenções de voto para Lula quando deveria abordar temas contundentes, ainda que incomodasse determinadas autoridades.
Por mais que a imprensa tente passar a imagem de independente, prefere se omitir a pisar o calo dos poderosos.
Existem excelentes profissionais, equipamentos de última geração e logística integrada. Mas você realmente acha que algum veículo de massa está a fim de arrumar animosidade com o governo?
Tome por base o escândalo envolvendo Dias Toffoli, revelado pela revista Crusoé ao final de julho último.
O presidente do Supremo Tribunal Federal recebe de sua mulher uma mesada de R$ 100 mil, religiosamente depositados num banco de Brasília que não chama atenção. (Detalhe: a mulher do ministro do STF é dona de um grande escritório de advocacia de Brasília que alcançou o sucesso depois que o marido chegou ao topo do Poder Judiciário.)

O montante total desses repasses, no mínimo atípicos, já atingiu R$ 4,5 milhões. Além disso, a conta do magistrado é movimentada por um ex-bancário de confiança.

No meio jornalístico chamamos isso de “pauta-bomba”.
Invariavelmente, quando uma pauta dessas explode, toda a imprensa repercute.
Foi assim quando estourou o escândalo do Mensalão, em 2005.

Mas a mesada de Toffoli, revelada pela Crusoé, não teve o mesmo tratamento.
Então, deixe-nos esclarecer a gravidade da situação e por que você corre o risco de ser sumariamente enganado.
Estamos afirmando que, diante de provas documentais e fotos levantadas pela revista Crusoé — e aqui fazemos questão de reforçar as evidências físicas em detrimento de qualquer boataria infundada—, o representante máximo da Justiça no país não se pronunciou a respeito.
Toffoli não confirmou, tampouco desmentiu.
E a grande imprensa fez o quê? Vista grossa.
Com exceção de uma pequena nota em um jornal, não se leu uma notícia a respeito da mesada do ministro nos diários ou revistas.
Você leu? Se leu, nos corrija enviando um print, por favor.
Simplesmente a imprensa se manteve omissa, como se um juiz do Supremo receber 100 mil reais por mês, na surdina, fosse a coisa mais normal do mundo.
Melhor ser conivente ao invés de arrumar dor de cabeça com os poderosos.
Com isso, infelizmente quem perde é você.
A imprensa publica notícias sem a profundidade necessária para você tirar conclusões úteis.
Se todos querem manipulá-lo, aprenda a se blindar.
Omitir, a nosso ver, também é uma forma de manipulação.
Embora você busque sempre as melhores informações, está quase impossível ter acesso à notícia completa, com uma interpretação contextualizada e isenta de vieses o suficiente para balizar as suas decisões.
Seja qual for o partido, o parlamentar ou o político corrupto da vez, você precisa de um conteúdo capaz de expor a verdade com clareza.
A imprensa no Brasil está acomodada, ao contrário dos políticos desonestos que não param de inventar expedientes para benefício próprio.
Mas agora você pode se colocar um passo adiante.
Finalmente terá conhecimento do que ocorre de fato, baseado em provas textuais.
Terá ajuda para nortear seus rumos, seja qual for o resultado destas ou de outras eleições.
Terá uma visão independente sobre política que o represente à altura.
Queremos que você conheça um refúgio seguro, uma ilha de independência no jornalismo:

Toda sexta-feira é dia de Crusoé, a primeira revista em formato totalmente digital sobre os bastidores da política no Brasil.
Na última semana de julho, enquanto Crusoé publicava matéria exclusiva sobre a mesada suspeita do ministro, outros jornais e revistas não divulgaram uma só linha a respeito.
Nem nos dias seguintes…

Nem nas semanas seguintes…

A história da mesada mal explicada foi apenas uma das reportagens que os assinantes da Crusoé conheceram em primeira mão.
E hoje convidamos você a fazer parte desse grupo altamente bem informado sobre os rumos do país.
Há três anos, Diogo Mainardi e Mario Sabino fundaram o site O Antagonista.
Eles compartilhavam das mesmas ideias (e desafetos).
Foi assim que dois fantasmas do jornalismo impresso começaram a assombrar o jornalismo on-line.
Diogo e eu: velhos parceiros para um novo projeto
Na trincheira de O Antagonista, há uma equipe que atua contra a corrupção produzindo mais de 100 notas diárias.
Esse time vai continuar fazendo esse trabalho, acessível a todos que buscam um conteúdo rápido e preciso.
No entanto a turbulenta conjuntura eleitoral, somada ao posicionamento moroso da imprensa, exigia um esforço maior.
E assim nasceu a primeira revista digital sobre os bastidores da política brasileira.

Sem o fardo do impresso, Crusoé ganhou a agilidade que nos permitiu chegar a 27 edições questionando os poderosos como nenhum outro veículo teve coragem de fazer.
A equipe da Crusoé é formada por jornalistas premiados para os quais não existe ninguém acima da lei.
O comando da revista está a cargo de Rodrigo Rangel, editor-executivo da Veja em Brasília até o início deste ano.
Rodrigo ganhou três prêmios Esso e foi autor de algumas das reportagens mais impactantes sobre a Operação Lava Jato.
Com seu rigor jornalístico, contribuiu para colocar na cadeia o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, o ex-presidente Lula e muitos outros políticos corruptos.
Sob sua direção, estão Filipe Coutinho (ex-BuzzFeed), Caio Junqueira (ex-Estadão), Eduardo Barretto (ex-O Globo) e Igor Gadelha (ex-Estadão).
O time da Crusoé: Rangel, Coutinho, Junqueira, Barretto e Gadelha
A missão dessa equipe é examinar a fundo os bastidores do cenário político nacional.
Questionar com total independência.
Fruto de anos de apuração, a matéria da mesada é um exemplo do compromisso de sermos vigilantes.
Muito maior do que um simples caso familiar de transações financeiras entre marido e mulher, o trabalho reuniu fontes, documentos, processos e fotografias. Foram consultadas 42 ações judiciais (muitas com centenas de folhas).
Tudo com o objetivo de reunir fatos, dados e bastidores para denunciar acontecimentos importantes com requintes de exatidão.
Sabemos que os assinantes da Crusoé não admitem ser enganados, tanto que eles mesmos discordam da postura geral da imprensa.


Da mesma forma que os assinantes da Crusoé, você pode agora ter acesso aos bastidores da política e à interpretação que dá sentido aos fatos.
Vivemos em um país tão bagunçado que regras firmadas ontem podem não valer amanhã.
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