Ao vivo: CPI da Covid ouve ex-assessor de Pazuello conhecido como o ‘ministro político’
BRASÍLIA — O empresário Airton Soligo, conhecido como Airton Cascavel, presta depoimento nesta quinta-feira à CPI da Covid, no Senado. Ele é ex-assessor do Ministério da Saúde na gestão de Eduardo Pazuello. Os senadores querem esclarecer a atuação forma e informal de Cascavel na pasta. Conhecido como "ministro político", ele era responsável pela articulação com deputados, senadores, governadores e prefeitos.
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O ex-assessor teria começado a atuar no ministério antes mesmo de sua nomeação, publicada em junho de 2020. Mesmo sem cargo oficial, Cascavel negociava em nome do ministério com estados e municípios.
Segundo interlocutores de Cascavel, ele aceitou o convite de Pazuello com o objetivo de retomar a carreira política e se projetar para as eleições em 2022. O empresário já foi prefeito em Mucajaí, em Roraima, deputado estadual, vice-prefeito de Boa Vista e deputado federal. Nas eleições de 2018, disputa uma vaga na Câmara pelo PRB, mas não se elegeu.
Quando o ministro foi exonerado em março deste ano, Cascavel também saiu da pasta. Porém, logo foi nomeado secretário de Saúde de Roraima pelo governador Antonio Denarium, aliado do presidente Jair Bolsonaro. No dia 20 de julho, com o avanço da CPI da Covid—19, que o colocou na mira das investigações, Cascavel deixou a função da admnistração estadual.
Cascavel foi convocado pela CPI após o Ministério Público Federal (MPF) determinar que Polícia Federal (PF) abrisse um inquérito com prazo de 90 dias para investigá-lo. O empresário pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de não comparecer à CPI. Este pedido foi negado pelo ministro Gilmar Mendes. O magistrado, porém, determinou que a CPI assegure ao ex-assessor o direito ao silêncio, isto é, de não responder a perguntas que possam incriminá-lo — sendo proibido, no entanto, "faltar com a verdade relativamente a todos os demais questionamentos".