Após o 1º turno, nem um pio sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas

6 de outubro de 2026 24

Passaram-se mais de 24 horas da proclamação oficial do resultado do primeiro turno das eleições de 2026 e, até agora, ninguém contestou os números.

Nem oficialmente, junto ao TSE, nem em declarações públicas.

Zero contestações de candidatos.

Antes do pleito, analistas políticos diziam que divergências entre pesquisas e os dados extraídos das urnas poderiam vir a ser exploradas politicamente para alimentar desconfianças em relação ao sistema eleitoral.

Na reta final, aumentou o número de publicações que questionavam a confiabilidade das urnas, segundo constatou um levantamento do Instituto Democracia em Xeque.

Em julho, enquanto tentava se esquivar de crises na pré-campanha, Flávio Bolsonaro defendeu a presença de observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil neste ano, o que é costumeiro.

O contexto era um encontro com empresários no qual o candidato do PL à Presidência da República tinha dito que o TSE usa urnas fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic, algo já desmentido algumas vezes pela Justiça Eleitoral, atualmente comandada pelo ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro ao STF.

Com o resultado das urnas bastante favorável à direita na Câmara, no Senado, nos governos estaduais e na disputa presidencial, ninguém tocou no assunto

Fonte: DIEGO AMORIM