Aproximação com Ricardo Barros, Jair e Flávio Bolsonaro inflou negócios da Precisa

28 de junho de 2021 50

Precisa Medicamentos, empresa responsável por intermediar a compra da vacina Covaxin pelo ministério da Saúde, teve um salto em seus negócios no governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido).

Antes dele, a firma havia assinado apenas um contrato de R$ 27,4 milhões para fornecer preservativos femininos ao Ministério da Saúde. Desde a posse de Bolsonaro, a Precisa fechou ou intermediou acordos que somam R$ 1,67 bilhão. Um crescimento aproximado de 6.000%.

Além disso, o empresário Francisco Maximiano, dono da Precisa, também ganhou acesso a ministérios, ao BNDES e à embaixada do Brasil na Índia. 

O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) foi o responsável por abrir as portas do BNDES ao empresário. Após a revista Veja revelar que o Zero Um intermediou uma reunião de Max, como é conhecido em Brasília, com o presidente do banco público, Gustavo Montezano, o senador admitiu ter “amigos em comum” com o dono da Precisa.

Na época da venda dos preservativos femininos, o presidente era Michel Temer e o ministro da Saúde o atual líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR). Nos anos seguintes, com Bolsonaro e Barros, a empresa ampliou o negócio e assinou novos contratos, que somam R$ 1,67 bilhão.

O deputado Luis Miranda (DEM-DF) afirmou à CPI do Genocídio no Senado que Bolsonaro atribuiu a Barros “os rolos” envolvendo a compra da vacina Covaxin. O líder do governo admitiu ontem ter sido citado pelo presidente, mas atribuiu a menção ao outro contrato suspeito envolvendo sua gestão no ministério.

Com informações do Estadão

Fonte: REVISTA FORUM/Julinho Bittencourt