Bancos explicam a dívida das famílias, mas evitam falar dos juros que cobram

12 de maio de 2026 18

Enquanto executivos dos grandes bancos atribuem o alto endividamento das famílias à falta de educação financeira e ao excesso de consumo, um fator central continua fora do debate: o custo do crédito no Brasil permanece entre os mais altos do mundo.

O chamado spread bancário — diferença entre o custo de captação do dinheiro pelos bancos e a taxa efetivamente cobrada do cliente — é uma das principais fontes de lucro do sistema financeiro. Em termos simples, os bancos captam recursos a taxas relativamente baixas e emprestam a juros muito superiores, ampliando suas margens mesmo em períodos de desaceleração econômica.

Na prática, isso significa que milhões de famílias comprometem parcela crescente da renda com parcelas de cartão, cheque especial, crédito pessoal e financiamento. O resultado é a redução do consumo e o enfraquecimento do comércio.

Quando o consumidor direciona boa parte do salário para pagar juros, deixa de comprar no supermercado, no varejo, na farmácia e no setor de serviços. O efeito se espalha por toda a economia.

Empresas também sofrem. Com crédito caro, investimentos são adiados, contratações são suspensas e projetos de expansão deixam de sair do papel. No agronegócio, o financiamento mais oneroso encarece a produção e pressiona os preços ao consumidor, contribuindo para a inflação.

A Selic, taxa básica de juros definida pelo Banco Central do Brasil, influencia esse processo, mas não explica sozinha o custo final do crédito. Mesmo quando a Selic recua, o spread frequentemente permanece elevado.
Enquanto isso, os principais bancos seguem registrando resultados bilionários, sustentados em grande parte pela rentabilidade do crédito e dos serviços financeiros.

O debate sobre justiça fiscal ganha força: se o sistema financeiro concentra lucros extraordinários, por que o país ainda tributa mais o consumo e a produção do que o ganho financeiro?

Tributar de forma mais eficiente o lucro financeiro e reduzir o peso sobre empresas e consumidores pode ser um passo decisivo para destravar investimentos, gerar empregos e estimular o crescimento sustentável.

Nas eleições, a pergunta permanece: os candidatos estão preparados para defender uma agenda de juros justos e de equilíbrio tributário entre o setor produtivo e o sistema financeiro ou vão sucumbir as narrativas dos bancos?

Autor: Observatorio da Economia Real.

Fonte: ANTONIO CARLOS
JABURU DIRETO AO ASSUNTO

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