JABURU DIRETO AO ASSUNTO

Senador Confúcio Moura e o preço de uma desconexão política

JABURU DIRETO AO ASSUNTO 25 de agosto de 2026

O senador que construiu uma longa trajetória de articulação em Brasília chegou ao fim de seu ciclo eleitoral diante de uma mudança no eleitorado que sua estratégia política parece não ter conseguido acompanhar.  O cenário : quando a trajetória deixa de produzir capital eleitoral. H...

Eleição. O Paradoxo da Urna: A Racionalidade Econômica do "Rouba mas Faz" .

JABURU DIRETO AO ASSUNTO 13 de agosto de 2026

Como a assimetria de informação e a demanda por entregas imediatas perpetuam a corrupção eleitoral, impondo um alto custo de oportunidade ao desenvolvimento institucional.  Introdução  Nas pesquisas qualitativas de opinião pública, o combate à corrupção figura historicamente como um...

A Dupla Anistia: Como o Leilão do Saneamento em Rondônia Isola a Aegea de uma Cobrança Milionária

JABURU DIRETO AO ASSUNTO 6 de agosto de 2026

Além de diluir o passivo de R$ 65 milhões na tarifa de 40 municípios, a realizacao dos tramites finais do leilao estadual anulará a possivel ação de regresso da Prefeitura de Ariquemes contra a concessionária Aegea, transferindo integralmente o risco societário para o consumidor final dos 40...

Entre Projetos de Governo e Projetos de Estado

JABURU DIRETO AO ASSUNTO 4 de agosto de 2026

Quarenta anos após a redemocratização, o Brasil enfrenta um desafio recorrente: transformar alternâncias políticas em uma estratégia nacional capaz de atravessar gerações. Introdução — A democracia consolidou instituições. A estratégia nacional permanece em debate. Quando a tran...

O crédito como armadilha: como o sistema financeiro lucra com o endividamento que ele mesmo fabrica

JABURU DIRETO AO ASSUNTO 24 de julho de 2026

### Sem uma lei que discipline diretamente a concessão irresponsável de crédito, o Brasil trata o superendividamento das famílias como litígio individual — e deixa ao Judiciário, caso a caso, a tarefa de conter um problema estrutural. ## I. O crédito que virou armadilha Por décadas, ...

O Placar Oculto: Como a Noruega Vence o Brasil Fora de Campo

JABURU DIRETO AO ASSUNTO 18 de julho de 2026

Um gol de cabeça, um chute de fora da área e vinte anos de concessões no pré-sal ajudam a explicar por que o desalinhamento geopolítico tem preço — e por que esse preço quase nunca aparece no placar oficial. ## I. O tabuleiro sem fronteiras Faltavam onze minutos para o fim do jogo qua...

Política Internacional - Interesse nacional ou guerra de narrativas? O custo econômico da polarização em um mundo movido por poder.

JABURU DIRETO AO ASSUNTO 4 de julho de 2026

Enquanto as grandes potências estruturam sua política externa com base em objetivos econômicos e estratégicas de longo prazo, o Brasil frequentemente converte disputas geopolíticas em extensões de sua polarização doméstica, elevando custos de oportunidade e reduzindo sua capacidade de negoc...

Quando o eleitor, o cidadão e a pessoa entram em conflito: a democracia diante de suas próprias contradições

JABURU DIRETO AO ASSUNTO 1 de julho de 2026

A multiplicidade de papéis do indivíduo desafia a capacidade de resposta das instituições e reacende o debate sobre eficiência, representação e governança. A democracia contemporânea enfrenta um paradoxo que extrapola partidos, eleições e governos. O mesmo indivíduo que deposita seu v...

Banco Itaú, sob pressão do Cade, reacende debate sobre juros, concorrência e custo do dinheiro no Brasil

JABURU DIRETO AO ASSUNTO 4 de junho de 2026

Brasília – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu manter medidas contra o banco Itaú em uma investigação que apura possíveis restrições à atuação de carteiras digitais concorrentes em operações com cartões de crédito. O caso envolve plataformas de pagamento que...

“Comércio Brasileiro Perde Bilhões para Taxas de Cartão e Juros Bancários Enquanto Consumo Encolhe”

JABURU DIRETO AO ASSUNTO 28 de maio de 2026

O avanço dos pagamentos digitais trouxe praticidade ao consumidor. Mas também criou um novo dreno financeiro sobre empresas, comércios e prestadores de serviços em todo o Brasil. Hoje, parte relevante do faturamento das vendas está sendo transferida diretamente para operadoras de cartão e bancos por meio de taxas, antecipações e juros do parcelamento. Na prática, a indústria vende, o comércio trabalha, o prestador atende o cliente, mas uma parcela crescente da receita termina no sistema financeiro. Em muitos setores, a venda parcelada virou obrigação para competir. O problema é que o parcelamento raramente é gratuito para quem vende. Taxas de maquininhas, MDR (taxa sobre transação), antecipação de recebíveis e juros embutidos corroem a margem operacional. Simulações do Observatório da Economia Real mostram que um comércio com faturamento mensal de R$ 500 mil, recebendo 70% via cartão, pode perder entre R$ 12 mil e R$ 35 mil por mês apenas em taxas financeiras e antecipações. Em um ano, isso pode ultrapassar R$ 400 mil. Recursos que poderiam financiar contratação de funcionários, aumento de estoque, modernização ou expansão acabam migrando para o sistema financeiro. O impacto vai além do lojista. Quando a margem do comércio diminui, os preços sobem. Quando o custo financeiro cresce, o investimento trava. Quando o crédito rotativo dispara, o consumidor reduz consumo. O chamado “spread bancário” — diferença entre o custo de captação do dinheiro e o juro cobrado ao cliente — continua entre os mais altos do mundo. Em linguagem simples: bancos captam dinheiro barato e emprestam caro. No cartão de crédito rotativo, os juros anuais ainda permanecem extremamente elevados em comparação internacional. O resultado aparece nas cidades brasileiras. Pequenos negócios fecham. Prestadores de serviço operam no limite. Indústrias reduzem competitividade. O dinheiro circula menos na economia real e mais no sistema financeiro. Especialistas em engenharia econômica defendem que o debate eleitoral passe a discutir mecanismos de justiça fiscal sobre ganhos financeiros excessivos. Uma das propostas em análise é a tributação progressiva sobre spreads abusivos e receitas financeiras extraordinárias das operações de cartão e crédito. A lógica seria simples: quanto maior o spread e maior a rentabilidade financeira obtida sobre consumo e parcelamento, maior seria a tributação incidente. O objetivo seria estimular a redução dos juros e devolver capacidade de investimento à economia produtiva. Outra alternativa discutida é limitar taxas de antecipação de recebíveis e incentivar modelos cooperativos de pagamento digital com custos menores para o comércio local. A discussão já não envolve apenas bancos. Trata-se de competitividade econômica, sobrevivência empresarial e circulação de renda nos municípios brasileiros. Enquanto isso, milhões de empresas seguem funcionando como financiadoras indiretas do sistema financeiro. O debate que começa a surgir nas cidades é direto: até quando a economia produtiva continuará transferindo parte crescente de sua receita para taxas financeiras? O Observatório da Economia Real questiona: os candidatos municipais e lideranças regionais estão preparados para defender juros mais justos e enfrentar o debate sobre tributação do lucro financeiro excessivo no Brasil? Autor:- Observatorio da Economia Real.