Com PF aparelhada, senadores temem delegado espião de Bolsonaro na CPI

14 de junho de 2021 49

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, na CPI do Genocídio (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O aparelhamento da Polícia Federal por Jair Bolsonaro (Sem partido) está causando reflexos na escolha de um delegado ou perito do órgão para auxiliar os senadores que fazem parte da CPI do Genocídio.

Senadores e assessores ouvidos pelo portal Uol confirmaram que, depois de mais de um mês do início dos trabalhos, a comissão ainda não conta com um delegado ou perito por medo de que a PF indique um espião, que vazaria as informações apuradas para o governo.

Um dos líderes da tropa de choque bolsonarista, Marcos Rogério (DEM-RO) apresentou um requerimento pedindo a ajuda de delegados da PF para ajudar o grupo governista na CPI, que conta ainda com os senadores Bezerra Coelho, Luis Carlos Heinze (PP-RS), Ciro Nogueira (PP-PI), Jorginho Mello (PL-SC) e Eduardo Girão (Podemos-CE).

Bunker
No Planalto, uma sala serve como bunker para que assessores de Bolsonaro monitorem depoimentos de aliados e rivais, municiando senadores governistas em tempo real durante as sessões.

O objetivo é blindar Bolsonaro enviando informações para rebater declarações daqueles que consideram inimigos e enviar informações aos senadores governistas e a depoentes.

 

Fonte: REVISTA FORUM/PLINIO TEODORO