Coronavírus: 4 mil empresas prometem não demitir durante crise
Mais de 4 mil empresários assinaram até essa segunda-feira (13/04) um manifesto em que se comprometem a não cortar funcionários por ao menos dois meses, apesar dos reflexos da pandemia da Covid-19 na economia. Ainda que o abaixo-assinado, publicado há 10 dias, não tenha valor jurídico, apenas simbólico, a expectativa dos organizadores é salvar até 2 milhões de empregos.
Criado no último dia 3, por iniciativa da Ânima Educação, o site naodemita.com conta com assinaturas de empresas de grande porte, como as varejistas Magazine Luiza e GPA (das redes Pão de Açúcar e Extra), os bancos Santander e Itaú Unibanco e fabricantes de cosméticos, como Natura e Boticário.
Os empresários tentam estimular empresas de todos os portes a fazer parte do movimento, em que se comprometem a não cortar pessoal ao menos por dois meses. Quando a ideia surgiu, 40 empresas se interessaram por lançar a iniciativa.
O documento tem valor simbólico, não jurídico. “Mas é como uma corrente positiva. A empresa se compromete a manter os funcionários. Quem assinar e descumprir, corre o risco de ser exposto nas redes sociais pelos próprios funcionários. Mas a intenção de todos é positiva”, conta o presidente do conselho da Ânima Educação, Daniel Castanho, que lançou o projeto.
“Escrevi um manifesto, mas o número de empresas que se interessaram foi tão além das expectativas, que acabou virando um movimento”, conta Castanho. “A ideia era provocar outras empresas. A responsabilidade do empresário agora é fazer com que o impacto na economia seja o menor possível.”
No início do mês, o Santander divulgou estudo prevendo que o pior momento da crise econômica provocada pelo novo coronavírus deve acontecer no fim do segundo trimestre.