Correios: a cultura das greves afunda o país tanto quanto a corrupção

13 de março de 2018 424

É fácil por a culpa nos políticos, na sua incompetência e corrupção, enquanto falar sobre a responsabilidade do povo, que elege os caciques, já é noticia velha, óbvia e conhecida por todos, admitida pela maioria. Por outro lado apontar para aqueles geralmente celebrados pela sociedade como os professores e ir de encontro a sistemas cancerígenos como o das faculdades federais é um desafio digno que deve ser adotado por aqueles que ainda têm esperança que o Brasil, o eterno país emergente, escape da fossa. O último exemplo do caráter doentio do estado brasileiro foi à greve dos Correios que ocorre nesse momento em 22 estados e no Distrito Federal, por tempo ilimitado. Muitos apontam para os políticos e seus super-salários e desconsideram que proporcionalmente professores e funcionários públicos como os dos Correios custam infinitamente mais para nosso bolso. Isso porque o número de professores e funcionários públicos é enorme e descabido, seus salários absurdamente maiores que os da iniciativa privada, suas aposentadorias criam uma divida quimérica que ameaça engolir justamente aqueles que não contribuíram para criá-la. E como esses eminentes indivíduos agradecem a parcela produtiva da população? Através de greves que custam bilhões, e prejudicam ainda mais a todos e nos casos dos professores, usando suas posições para envenenar a mente dos jovens com lixo ideológico. Nessas condições qual justificativa resta para manter esses tumores, quando bastaria cortar e privatizar para libertar a população desse peso injustificável?