Costa Neto ameaça retaliação se Bolsonaro desistir de filiação ao PL

15 de novembro de 2021 125

Jair Bolsonaro (Sem partido) mexeu em um vespeiro que pode contaminar sua base de apoio no Congresso ao entrar em rota de colisão com Valdemar Costa Neto, que comanda o PL com mãos de ferro.

Após bate-boca com expressões de baixo calão – como um “vai tomar no cu” – que fez com que Bolsonaro recuasse da filiação ao partido, marcada para o próximo dia 22, Costa Neto já estuda retaliação ao governo caso o presidente realmente atenda os desejos do filho, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), e desista de disputar as eleições presidenciais pela sigla do centrão.

Costa Neto já teria decidido liberar das votações na Câmara a bancada de 43 deputados do partido, um dos principais fiéis da balança do governo.

Preso por corrupção, o político não é afeito a traições, considera o bate-boca com Bolsonaro uma quebra de palavra e que, assim, o presidente não merece mais sua lealdade.

Entrave em São Paulo envolve tucanos

Uma das justificativas usadas por Bolsonaro é a promessa de Costa Neto de apoiar Rodrigo Garcia (PSDB) na disputa ao governo de São Paulo.

Bolsonaro está irredutível em dividir qualquer palanque com tucanos – e reeditar em São Paulo a dobradinha “BolsoDoria” como “BolsoGarcia” – e quer forçar uma candidatura do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas ao governo do estado, embora a preferência dele seja a disputa ao Senado.

Por outro lado, Costa Neto já teria avisado Bolsonaro que honrará o compromisso assumido com Garcia, mesmo que o político decida seguir no PSDB – há especulações de que ele poderia migrar de legenda para a disputa.

Fonte: REVISTA FÓRUM/ Plinio Teodoro