Enquanto a Anvisa discutia vacinas por 9 horas, mais de 700 podem ter morrido
Enquanto a diretoria da agência reguladora (Anvisa) tergiversava por quase nove horas, na sexta (4), sobre autorização excepcional e temporária das vacinas Covaxin (Índia) e Sputnik V (Rússia), 702 pessoas podem ter morrido de Covid no Brasil porque não foram vacinadas a tempo.
Com a média de óbitos diários (1.862), 78 pessoas perdem a vida a cada hora. Nas 9 horas de reunião, cerca de 702 brasileiros poderiam ter sido salvos pelas vacinas reiteradamente negadas pelos burocratas da Anvisa. A agência reguladora há meses dificulta a adoção de ambas as vacinas, utilizadas com êxito em todo o mundo, alegando suposta falta de documentos. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Participaram da reunião oito burocratas, incluindo o presidente, Antonio Barra Torres, que o humorista Zé Simão chama de “Barra Vacinas”.
O Brasil comprou há meses 30 milhões de doses da Covaxin e Sputinik V, mas a Anvisa se apegou a preciosismos para negar sua autorização.
A Sputnik V pediu registro na Anvisa em janeiro, a Covaxin, em março. Pelos padrões da CPI, a demora já merecia ser chamada de genocídio.