França e Tebet estão no centro do primeiro atrito na chapa de Haddad

24 de março de 2026 19

Na reta final das definições sobre a chapa a ser encabeçada pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) para concorrer ao governo de São Paulo, os ministros Marcio França (Empreendedorismo) e Simone Tebet (Planejamento) protagonizam o primeiro constrangimento na composição. No último sábado, 21, Simone anunciou a decisão de deixar o MDB do Mato Grosso do Sul para se filiar ao PSB de São Paulo, com as garantias de que se candidatará a uma das vagas ao Senado. Essa certeza foi dada pela cúpula do partido atendendo a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Desde que entrou no governo, França alimentava a expectativa de disputar o Palácio dos Bandeirantes, mas passou a cogitar a disputa por uma vaga no Senado para ajudar nas alianças. Com Tebet em seu partido, porém, não há como ele ocupar a segunda vaga, que deve ficar com a ministra Marina Silva (Meio Ambiente). Ele, então, voltou a pleitear a candidatura ao governo de São Paulo.

O movimento de França é definido por um integrante da direção do partido como um processo de “reação ao atropelo”, insatisfeito com o rito adotado para as decisões. “Alguém conversou com ele antes de negociar com a Tebet? Ele deveria ter sido ouvido antes”, disse um membro do partido, sob reserva, apontando que a negociação com a ministra passou ao largo dos desejos políticos de França. 

O ministro tentará conversar com Lula nesta semana, mas não quer pleitear a vice na chapa de Haddad, única vaga que ainda não está destinada a nenhum nome ou legenda

Fonte: Luciana Lima