Inquérito das fake news: Fachin nega pedido de Fux para acessar documentos e caso deve ser arquivado
Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou a determinação do ministro Luiz Fux que garantia a ele acesso integral ao inquérito das fake news. Fachin afirma que ainda há procedimentos para análise antes de tornar o processo público.
Segundo ele, foram identificados 104 procedimentos ligados ao inquérito, entre petições e investigações preliminares, ainda pendentes de avaliação da Presidência. Depois disso, o inquérito deve seguir para o “arquivamento definitivo” e só então ele será divulgado.
Nesta quinta-feira (8), Fux havia determinado que a área técnica do tribunal liberasse, em até 48 horas, o acesso de seu gabinete a investigações que tramitam sob sigilo no STF e que atingem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados. As informações são do g1.
Veja quando cada ministro do STF deve deixar o cargo

Luiz Fux, 73 anos, aposenta-se em 2028 (Foto: Andressa Anholete, STF)

Cármen Lúcia, 72 anos, aposenta-se em 2029 (Foto: Divulgação, STF)

Gilmar Mendes, 70 anos, aposenta-se em 2030 (Foto: Andressa Anholete, STF)
Edson Fachin, 68 anos, aposenta-se em 2033 (Foto: Fellipe Sampaio, STF )

Dias Toffoli, 58 anos, aposenta-se em 2042 (Foto: Andressa Anholete, STF )

Flávio Dino, 58 anos, aposenta-se em 2043 (Foto: Gustavo Moreno, STF)
Alexandre de Moraes, 57 anos, aposenta-se em 2043 (Foto: Gustavo Moreno, STF)

Nunes Marques, 54 anos, aposenta-se em 2047 (Foto: Rosinei Coutinho, STF)

André Mendonça, 53 anos, aposenta-se em 2047 (Foto: Fellipe Sampaio, STF)
Cristiano Zanin, 50 anos, aposenta-se em 2050 (Foto: Andressa Anholete, STF )
Entre os processos que o ministro quer analisar estão os inquéritos das fake news, das milícias digitais, as investigações que levaram às condenações de Bolsonaro e aliados na trama golpista, além da apuração sobre a falsificação de cartões de vacina.
Em resposta, a Presidência do STF informou que três dos quatro procedimentos são públicos e podem ser acessados imediatamente por Fux. O acesso ao inquérito das fake news, no entanto, depende da análise dos documentos. Até lá, o caso seguirá em sigilo.
Fachin afirmou que pretende concluir a análise dos procedimentos pendentes e, após o cumprimento das etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito.
O que é o inquérito das fake news
O inquérito foi aberto em 2019 pelo então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. Ele agiu por iniciativa própria, designando Moraes como relator. Desde então, a investigação passou por sucessivas prorrogações, a mais recente delas em 1º de julho, por mais 180 dias.
Atualmente, o inquérito é um dos 10 mais antigos em tramitação na Corte. Além dele, somente outras nove investigações estão em andamento no STF há mais de cinco anos.
Ao longo dos anos, o inquérito virou o principal instrumento da Corte contra ataques, campanhas de desinformação e ataques contra ministros. Foi neste inquérito que foram incluídas as apurações sobre o chamado gabinete do ódio, por exemplo.