Interpol emite ordem de captura contra ator argentino no Brasil
A Interpol emitiu uma ordem de captura contra o ator argentino Juan Darthés, acusado de estupro pela atriz Thelma Fardin e que está no Brasil atualmente, segundo informaram fontes policiais à Agência Efe.
Nascido em São Paulo, com o nome Juan Rafael Pacífico Dabul, o ator, de 55 anos, foi acusado formalmente pela Justiça da Nicarágua pelo crime de "estupro agravado". Pouco após saber da denúncia, Darthés viajou ao Brasil.
Nicarágua e Brasil não têm acordos de extradição. Há duas semanas, a Justiça nicaraguense pediu uma ordem de captura internacional à chefe da Interpol no país, que aceitou a solicitação.
"Isso vem de uma justiça que é muito questionada não pela questão de Darthés, mas por todos os excessos e transgressões que tiveram em seus direitos individuais", disse o advogado de Darthés, Fernando Burlando, ao "Canal Todo Noticias".
Segundo a denúncia, o ator se aproveitou da "relação de confiança" com Fardin para cometer a agressão sexual em um hotel em Manágua, quando ela tinha 16 anos, durante a turnê de uma série de TV que ambos protagonizavam.
O advogado de Darthés em Manágua, César Guevara, solicitou ao juiz do caso, Celso Urbina, que não efetuasse a ordem de captura contra o ator argentino. Além disso, pediu ao juiz que investigasse o passado da atriz para descartar dúvidas sobre se ela sofreu abuso sexual ou não.
A atriz Thelma Fardin acusa Darthés de estupro
Juan Ignacio Roncoroni/EFE - 17/10/2019Darthés também pediu para que a denunciante fosse chamada para esclarecer se, no passado, acusou algum ex-namorado da mãe — ou outros — de tentar abusar dela, e se ela já foi vítima de estupro ou outro tipo de violência. O juiz Urbina indeferiu, por enquanto, o pedido de investigação sobre o passado da atriz.
Fardin acusou publicamente o ator em dezembro de 2018 em um vídeo no qual relatava o suposto estupro. Antes, viajou à Nicarágua para apresentar a denúncia.
"No ano de 2009, estava em turnê com um programa infantil de muito sucesso. Eu tinha 16 anos, era uma menina. O único ator adulto que viajava conosco tinha 45 anos. Uma noite, ele começou a me beijar no pescoço, e eu disse 'não. Ele agarrou a minha mão e me fez tocá-lo", contou a atriz.
A denúncia teve grande repercussão na Argentina. Em entrevista, o ator garantiu que nunca estuprou ninguém e que foi a própria atriz que tentou seduzi-lo, mas que ele disse "não".
Quando a queniana Terry Gobanga - então Terry Apudo - não apareceu no dia do seu casamento, ninguém poderia imaginar que ela havia sido sequestrada, estuprada e deixada à beira da morte no acostamento de uma estrada. Foi a primeira das duas tragédias a atingi-la. Mas ela sobreviveu. Veja abaixo o seu depoimento:
"Seria um grande casamento. Era pastora, então, todos os membros da nossa igreja haviam sido convidados, assim como nossos parentes. Harry, meu noivo, e eu estávamos muito ansiosos - afinal, nos casaríamos na Catedral de Todos os Santos de Nairóbi (capital do Quênia) e eu havia alugado um lindo vestido.
Mas na noite anterior ao casamento, percebei que algumas das roupas de Harry estavam comigo, incluindo sua gravata. Ele não poderia se casar sem ela, então, uma amiga que havia passado a noite na minha casa se ofereceu a levá-la para ele logo de manhã. Acordamos durante a madrugada e eu a levei até o ponto de ônibus.
Quando estava voltando para casa, passei por um homem que estava sentado no capô de um carro. De repente, ele me segurou por trás e me jogou no banco traseiro. Havia mais dois homens dentro do veículo, que partiu.
Tudo aconteceu numa fração de segundo.
Um pano foi enfiado na minha boca. Chutava, me debatia e tentava gritar. Quando consegui me livrar da mordaça, gritei: "É o dia do meu casamento!" Foi quando levei o primeiro soco. Um dos homens me disse para "cooperar ou eu morreria".
Os homens se revezaram para me estuprar. Sabia que ia morrer, mas estava lutando por minha vida, então quando um dos homens tirou o pano da minha boca, mordi o pênis dele. Ele gritou de dor e outro me esfaqueou na altura do meu estômago. Então, eles abriram a porta e me jogaram para fora do carro em movimento.
Estava a quilômetros de casa, fora de Nairóbi. Mais de seis horas se passaram desde que havia sido sequestrada.
Uma criança me viu sendo lançada para fora do carro e chamou sua avó. As pessoas vieram correndo. Quando a polícia chegou para verificar minha pulsação, ninguém conseguiu. Pensaram que estava morta, me envolveram num lençol e começaram a me levar ao necrotério. Mas, no caminho, engasguei e tossi. O policial me perguntou: "Você está viva?" Então, ele deu meia volta e me levou ao maior hospital público do Quênia