Lava Jato: 66ª fase da operação mira lavagem de dinheiro no Banco do Brasil
A Polícia Federal deflagrou nesta 6ª feira (27.set.2019) a 66ª fase da operação Lava Jato com o objetivo de apurar lavagem de dinheiro praticada por doleiros e funcionários do Banco do Brasil. A ação foi batizada de Alerta Mínimo.
Por meio de colaboradores, documentos indicaram que 1 doleiro teria sido responsável por disponibilizar pelo menos R$ 110 milhões, em espécie, para viabilizar o pagamento de propinas. Os recursos eram usados em benefício de empresas que contratavam a Petrobras.
Segundo a PF, a obtenção do dinheiro em espécie envolvia trocas de cheques obtidos junto ao comércio da grande São Paulo e abertura de contas sem documentação necessária ou com falsificação de assinaturas em nome de empresas do ramo imobiliário.
“A suspeita quanto à participação de gerentes de agências bancárias consistia em dar suporte às operações de desconto de cheques e elaborar justificativas internas a fim de evitar fiscalizações e ações de compliance da instituição financeira. Em troca, os funcionários recebiam comissões dos operadores e conseguiam vender produtos da agência para atingir metas”, afirma a PF. Os teriam sido feitos de 2011 a 2014.
Ao todo, estão sendo cumpridos 7 mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo (SP) e uma em Natal (RN). Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).
ALERTA MÍNIMO
O nome da operação faz referência ao fato de que os alertas de operações atípicas do sistema interno do banco para comunicação ao Coaf passaram a ser encerrados, mediante a apresentação de justificativas pelos gerentes de agência, como se não houvesse indícios de lavagem de dinheiro.