Lei anti-Murphy + Cenário em ebulição + Cenário desfavorável

5 de agosto de 2022 31

Lei anti-Murphy

Falta de planejamento e de recursos para a infraestrutura amazônica são dois dos mais preocupantes sinais de atraso da região, dentre tantas outras preocupações com o retardo no desenvolvimento socioeconômico do país.

A irônica Lei de Murphy é baseada no fatalismo de que, se algo pode dar errado, vai dar. Uma lei amazônica anti-Murphy, no entanto, diria que tudo na floresta pode dar certo, desde que tenha por base bom planejamento e infraestrutura adequada. Com planejamento objetivo e infraestrutura disponível haveria rápido progresso, também não imune a desafios: a rapidez no desenvolvimento exige prevenir apagões, por exemplo, ação que faz parte tanto do planejamento quanto da infraestrutura.

As forças liberais que se levantaram contra a ditadura na década perdida de 1980 atribuíram ao planejamento, na verdade o melhor daquele período, as causas da crise da época. A suposição vinha do método truculento de aprovar leis no Brasil, por ato de força do governo, sem que elas resultassem de um debate amplo na sociedade e no parlamento.

No entanto, sem planejamento nem recursos para a infra, problemas piorados pela nefasta polarização eleitoral, será mais difícil vencer a inflação e a desindustrialização, que são rimas longe de ser uma solução. Planejar e infraestruturar com democracia e sem piorar o clima seriam as rimas certas.

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Cenário em ebulição

Com o ex-governador Ivo Cassol (PP) se dispondo a concorrer ao governo do estado sub-judice e o ex-senador Expedito Junior (PDS) desistindo de concorrer uma cadeira de volta ao Senado o panorama político e sucessório rondoniense virou de cabeça para baixo. Se pergunta por exemplo, como ficará a candidatura do pupilo de Cassol, Leo Moraes (Podemos) ao CPA Rio Madeira? Se compensa Ivo entrar na peleja sangrando? Que mudanças devem ocorrer nas alianças já fixadas nas campanhas dos dois Marcos, o Rocha atual governador e o Rogério, atual senador.

Indicação de vices

Numa articulação habilidosa, o PSC de Luizinho Goebel, o Patriotas de Marcelo Cruz e o Avante de Jair Montes se uniram num bloco só para tentar indicar o candidato a vice do governador Marcos Rocha (União Brasil) ou  de qualquer outro postulante de ponteira, como Ivo Cassol. Querem inicialmente indicar um substituto para Sérgio Gonçalves, nome já aprovado na convenção do partido governista para vice e que tem aprovação do mandatário rondoniense por ser um nome de absoluta confiança. O grupo é só pressão, mas o prazo está exíguo já que as convenções terminam nesta sexta-feira para tentar tal composição.

Mais candidatos

As últimas convenções estão revelando mais postulantes ao Senado para enfrentar os nomes já em campanha. Debutando na disputa de cargos eletivos e propondo a renovação, o professor Benedito Alves (PDT) e o empresário Leo Fachin (Avante) estão dando os primeiros passos no enfrentamento dos candidatos já em movimentação nos bastidores que são Jayme Bagatolli (PL-Vilhena), Jaqueline Cassol (PP-Rolim de Moura), Mariana Carvalho (Progressistas-Porto Velho). Uma baita peleja entre os nomes já carimbados contra novos postulantes e agora sem Expedito Junior (PSD) que anunciou sua desistência na disputa, mesmo sendo um dos favoritos.

Macacos velhos

Com a maioria das convenções já realizadas foram confirmadas as candidaturas de vários “macacos velhos” da política rondoniense malsucedidos nos últimos anos. Entre eles, os ex-prefeitos Carlinhos Camurça (PSDB-Porto Velho), Ernandes Amorim (PSB-Ariquemes), a ex-senadora Fatima Cleide (PT-Porto Velho), o ex-prefeito Carlos Magno (Ouro Preto do Oeste). Outros, no entanto foram barrados no baile durante as convenções como são os casos do ex-senador Amir Lando (MDB), o ex-prefeito José Guedes (PSDB).

Cenário desfavorável

Antes de se decidirem disputar cargos eletivos em Rondônia no pleito deste ano os políticos mais experientes, tarimbados, enfim os macacos velhos da política rondoniense percorreram o estado várias vezes e tocaram pesquisas para auscultar o panorama estadual e em que pé estravam seus nomes perante o eleitorado rondoniense. Devem ter chegado à conclusão que o mar não está para peixe e refugaram os convites para disputar o governo do estado e a cadeira ao Senado. Se estivessem bem na foto, digo nas pesquisas, com certeza, Raupp, Confúcio e Expedito estariam disputando a eleição deste ano. E o que se acredita nos bastidores.

Via Direta

 

*** Porto Velho padece com a falta de mão de obra em vários setores e isto tem preocupado o empresariado *** Existem queixas de fome e desemprego na capital e muitos jovens na criminalidade, mas buscar preparo em cursos técnicos ninguém está a fim nestas bandas *** Que canibalização brava ocorre na disputa a Câmara dos Deputados por Ariquemes no Vale do Jamari. Assim fica difícil retomar a representatividade na esfera federal ***A região já teve Francisco Sales, Nobel Moura e Confúcio Moura no Legislativo federal, mas não consegue mais emplacar parlamentares na Câmara dos Deputados *** Em Ji-Paraná o problema da desunião política local está na peleja a Assembleia Legislativa. Muitos candidatos para poucos eleitores e isto preocupa as lideranças representativas da capital da BR. 

Fonte: CARLOS SPERANÇA
POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)

Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br