Léo Moraes, estar decidido a lançar candidaturas próprias ao Governo e ao Senado

24 de fevereiro de 2026 17

REPERCUSSÃO

O novo comandante-geral da PM de Rondônia, coronel Glauber Souto, tem pela frente um desafio enorme no enfrentamento firme à criminalidade. Seu antecessor, coronel Braguin, embora criticado por entidades sociais, era bem avaliado no combate ao crime organizado e nas ações envolvendo conflitos agrários, especialmente pelas operações que liderou pessoalmente. Souto será naturalmente comparado ao modelo anterior e, caso não mantenha o mesmo ritmo operacional, poderá começar a ter seu comando questionado.

RESENHA

Em entrevista ao podcast Resenha Política, o novo comandante destacou, sem filtros ou combinações prévias, as principais metas da gestão. Apesar de jovem para os padrões militares, Glauber Souto demonstrou firmeza ao abordar temas sensíveis da segurança pública, como integração com outras forças, valorização da tropa e uso de inteligência estratégica no enfrentamento das facções. A expectativa é que invista em tecnologia, prevenção e aproximação comunitária para equilibrar repressão e políticas de pacificação. Vale a pena conferir a entrevista no canal Resenha Política e no site resenhapolitica.com.br.

SURPRESA

A coluna ainda não pode anunciar uma movimentação que deve ocorrer neste mês de março no cenário das candidaturas majoritárias, mas adianta que um dos nomes especulados pode desistir da disputa por razões de saúde. Caso a informação se confirme, abrirá espaço para novos pretendentes e tende a alterar o tabuleiro eleitoral de forma abrupta.

PRIMAZIA

Por compromisso profissional assumido com o pré-candidato, a coluna aguardará o sinal verde para divulgar a novidade em primeira mão. Não adianta perguntar “em off” o nome do possível desistente: este cabeça-chata leva os compromissos do ofício rigorosamente a sério. O acordo firmado prevê que o podcast terá a primazia do anúncio na última semana de março. Nos bastidores, a eventual saída já provoca rearranjos silenciosos e articulações discretas entre partidos que aguardam apenas a oficialização para avançar nas composições.

CAPITAL

Em contato com a coluna, o prefeito da capital e presidente regional do Podemos, Léo Moraes, confirmou estar decidido a lançar candidaturas próprias ao Governo do Estado e ao Senado. Segundo ele, há espaço para uma alternativa fora dos blocos políticos majoritários que polarizam a disputa em Rondônia.

MUSCULATURA

Ao bancar candidatura própria ao governo, Moraes testa seu capital político e mede sua capacidade de transferência de votos. Mantido esse curso, o nome mais cotado para encabeçar o projeto é o do prefeito de Vilhena, Delegado Flori. A estratégia do Podemos é se apresentar como via alternativa, buscando o eleitorado que demonstra cansaço com a polarização tradicional. Resta saber se a legenda terá estrutura e musculatura suficientes para sustentar uma campanha competitiva em nível estadual.

EXPERIÊNCIAS

À exceção do senador Marcos Rogério, o cenário das eleições para governador em Rondônia poderá reunir três ex-prefeitos das principais cidades do estado: Hildon Chaves (Porto Velho), Adailton Fúria (Cacoal) e Delegado Flori (Vilhena). São nomes que tentarão capitalizar junto ao eleitorado suas experiências administrativas e os resultados obtidos nos municípios que governaram.

IDENTIDADE

Apesar de não possuir experiência executiva municipal, Marcos Rogério é reconhecido pela desenvoltura no discurso e pela ligação quase umbilical com o eleitorado conservador, maioria expressiva no estado. Deve contrabalançar o debate de gestão com pautas ideológicas da direita, campo no qual construiu forte identidade política. O confronto entre experiência administrativa e discurso ideológico promete pautar a narrativa central da disputa estadual.

CPI

Caso seja comprovado que um servidor do município de São Francisco do Guaporé tenha desviado mais de treze milhões de reais dos cofres públicos para utilização em jogos eletrônicos, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada pela Câmara Municipal, precisará agir com rigor.

DESVIO

Além do investigado, seria prudente a convocação do próprio prefeito, Zé Wellington (PL), para prestar esclarecimentos. Em casos dessa magnitude, a responsabilidade política transcende a figura do servidor e alcança a estrutura administrativa. A CPI deve apurar não apenas a conduta individual, mas também eventuais falhas sistêmicas que permitiram o suposto desvio.

DISTORÇÃO

Não é razoável que, em um município de pequeno porte, um servidor de nível médio consiga desviar cifras tão expressivas sem que haja percepção ou alerta por parte dos mecanismos de controle. Caso tenha agido isoladamente, o fato revela fragilidade grave no sistema de fiscalização interna.

CONTROLE

A ausência de controles eficientes é tão preocupante quanto o ato ilícito em si, especialmente quando os recursos envolvem áreas sensíveis como a saúde pública. A CPI tem o dever não apenas de investigar responsabilidades individuais, mas também de corrigir distorções administrativas e propor mecanismos que impeçam a repetição de falhas semelhantes.

TUCANO

O PSDB vive um processo de declínio nacional desde as eleições de 2018. A legenda perdeu protagonismo, encolheu em representatividade e enfrenta dificuldades para se posicionar em um país polarizado entre direita e esquerda. Em diversos estados, inclusive em Rondônia, tornou-se um partido com reduzido apelo eleitoral.

HEGEMONIA

Ideologicamente difuso, o partido caminha para 2026 sob risco de irrelevância. Hildon Chaves, hoje a principal referência da sigla no estado, permanece filiado, mas dialoga com outras legendas, como União Brasil e Republicanos. Caso mantenha a candidatura ao governo pelo PSDB, enfrentará resistência em um eleitorado majoritariamente conservador, que associa a marca tucana a posições distantes da atual hegemonia ideológica local.

ANTI-CAMPANHA

Mesmo ciente de que parte significativa da direita rondoniense rejeita legendas não alinhadas integralmente às pautas conservadoras, Hildon Chaves insiste em vincular sua imagem administrativa à marca do PSDB em suas inserções digitais de pré-campanha.

RISCOS

Ao reforçar a identidade partidária, oferece munição aos adversários que pretendem rotulá-lo ideologicamente. Em Rondônia, o PSDB passou a ser associado por segmentos mais radicalizados à esquerda, ainda que muitos de seus quadros tenham perfil liberal ou conservador moderado. O risco é transformar a própria estratégia de comunicação em instrumento de anti-campanha, enfraquecendo o potencial de crescimento eleitoral antes mesmo do início oficial da disputa.

IA

Quem insistir no uso irregular de Inteligência Artificial durante o período eleitoral poderá enfrentar questionamentos da Justiça Eleitoral. A legislação impõe limites claros quanto à manipulação de conteúdo, especialmente quando há intenção de induzir o eleitor ao erro.

ÉTICA

Observadores atentos das mídias digitais já percebem o uso crescente de ferramentas de IA para atacar adversários ou distorcer declarações. A fiscalização tende a ser rigorosa, com atuação não apenas da Justiça, mas também dos próprios partidos. Em um ambiente de desinformação acelerada, a responsabilidade sobre o uso ético da tecnologia será um dos grandes desafios das eleições de 2026.

ESTUPRO

Há mais de duas décadas, a Suprema Corte (STF) firmou entendimento no sentido de que, em casos envolvendo menores vulneráveis, a violência é presumida, não havendo que se falar em consentimento ou união estável entre adulto e adolescente.

PRINCÍPIO

A recente decisão de um tribunal mineiro que absolveu um acusado sob o argumento de convivência marital com uma menor de 13 anos gerou perplexidade no meio jurídico e forte reação social. Em situações dessa natureza, a proteção integral da criança e do adolescente deve prevalecer. Decisões que relativizam esse princípio afrontam não apenas a legislação consolidada, mas também valores civilizatórios fundamentais.

EXTREMISMO

Ao reagirem de forma exaltada à apresentação da escola de samba Unidos de Niterói, durante o desfile no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, setores da extrema direita escancararam não apenas desconforto, mas uma profunda intolerância a qualquer representação simbólica que dialogue com o campo conservador sob outra perspectiva. A polêmica surgiu a partir de uma ala que fazia referência à chamada “família conservadora”. Tema que, paradoxalmente, constitui um dos pilares discursivos mais reiterados por esses mesmos grupos.

DUBIEDADE

O episódio revela uma contradição evidente: ao mesmo tempo em que defendem publicamente valores tradicionais como fundamento moral da sociedade, tais segmentos demonstram incapacidade de lidar com releituras críticas ou satíricas desses próprios símbolos no espaço artístico e cultural.

IRREVERÂNCIA

O Carnaval, historicamente marcado pela ironia, pela inversão e pela crítica social, sempre foi um território de disputa simbólica. Reagir a ele com indignação seletiva sugere não a defesa de princípios, mas a tentativa de monopolizar narrativas e interditar o contraditório. Mais do que um desacordo pontual, a reação evidencia a dificuldade de convivência com a pluralidade - elemento essencial em uma democracia.

RACIONALIDADE

A liberdade de expressão, frequentemente evocada por esses grupos quando lhes convém, parece perder validade quando a crítica parte do campo oposto. Em ano eleitoral, o risco é que episódios como esse sejam instrumentalizados para mobilizar bases por meio da exacerbação emocional e do ressentimento identitário. A amplificação de conflitos culturais tende a substituir o debate programático por disputas morais superficiais, empobrecendo a discussão pública. O resultado é um ambiente político ainda mais polarizado, no qual a indignação performática vale mais do que o diálogo racional.

Fonte: ROBSON OLIVEIRA
RESENHA POLITICA (ROBSON OLIVEIRA)

Jornalista, Advogado e colaborador do www.quenoticias.com.br - contato: robsonoliveirapvh@hotmail.com