Lula está inelegível, diz Gilmar Mendes
3 de fevereiro de 2018
498
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, evitou se manifestar sobre o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva, mas defendeu que a Lei da Ficha Limpa torna inelegível o candidato que tenha sido condenado em segunda instância. "Eu não vou emitir juízo concreto sobre isso, mas quando há decisão de segundo grau, esses crimes dão ensejo à inelegibilidade", disse. Com as informações de Isadora Peron no Estadão.
O ministro afirmou que já fez várias críticas à legislação, aprovada pelo Congresso em 2010, mas afirmou que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou no sentido de aplicar a norma após condenações de em colegiado de segundo grau. "Parece que essa questão está definitivamente pacificada", disse.
Em entrevista ao jornalista José Datena, o ministro já havia adiantado a opinião a respeito da inelegibilidade do ex-presidente Lula.
Na semana passada, o Tribunal Regional da 4° Região confirmou a condenação de Lula por lavagem de dinheiro e corrupção no caso do triplex do Guarujá.
O ministro também evitou se manifestar sobre revisão da prisão de condenado após julgamento em segunda instância. A presidente do STF, Cármen Lúcia, já afirmou que não vai colocar novamente a discussão em pauta. "A senhora da pauta é a presidente, cabe a ela definir o momento em que a gente vai discutir isso."
As declarações de Gilmar foram dadas antes do início da primeira sessão do tribunal do ano, que será a última conduzida pelo ministro, que vai deixar a presidência da Corte na terça-feira, 6. O próximo presidente do TSE será o ministro Luiz Fux.
MAIS LIDAS
Saída temporária de presos: terceira “saidinha” de 2026 começa
POLÍTICA
16 de setembro de 2026
Deputado dos EUA pede ação da OEA contra o Brasil
INTERNACIONAL
17 de setembro de 2026
INSS: Justiça libera R$ 2,68 bilhões em atrasados; veja se você vai receber
JUDICIÁRIO
22 de setembro de 2026
Ex-sócio da Naskar volta a ser preso após tentar movimentar conta
POLICIAL
24 de setembro de 2026
STF encerra sessão sem decidir sobre investigação contra Moraes
JUDICIÁRIO
16 de setembro de 2026