Mandioca, aipim ou macaxeira? Conheça a diferença

20 de julho de 2021 48

Há quem pense que mandioca é tudo igual, mas assim como os diferentes nomes encontrados pelas regiões do país — aipim e macaxeira — esse alimento é diferente. A mandioca tem origem na América do Sul, mas está presente em mais de 100 países. Atualmente, o Brasil é o segundo maior produtor, com 10% do mercado mundial.

A mandioca está entre os alimentos biofortificados, que passam por melhoramento genético, ou seja, a seleção e o cruzamento de plantas da mesma espécie. Esse processo é desenvolvido pela Rede BioFORT, coordenada pela Embrapa, e a ideia é diminuir a desnutrição e garantir maior segurança alimentar e nutricional.

A pesquisa pública brasileira desenvolveu mais de 160 variedades, oferecendo ao mercado mandiocas de polpa rosada ou amarela ou até com licopeno — substância que reduz o risco de doenças crônicas. Há, inclusive, folhas de mandioca que ajudam a combater a desnutrição infantil. Em seis anos, os pesquisadores conseguiram mandiocas com alta presença de betacaroteno (precursor da vitamina A).

Pela fácil adaptação, a cultura está presente em todos os Estados do país e é um dos oito primeiros produtos agrícolas em termos de área cultivada e o sexto em valor de produção.

Mais diferenças 

Esse alimento, presente na mesa dos brasileiros, é mais conhecido como mandioca no Sul e Sudeste, e no Rio de Janeiro também é encontrado como aipim. Já no Norte e Nordeste, além de aipim, recebe o nome de macaxeira.

A mandioca tem sabor amargo e muita fibra; por isso, não é possível fazer o cozimento, sendo usada somente para fins industriais. No prato, ela é vista em forma de farinha, por exemplo.

Já o aipim e a macaxeira têm menos fibra e são mais doces. Podem, por isso, ser cozidos, fritos ou consumidos de outras formas, como em bolos.

 

Fonte: Sabrina Nascimento