“Marqueteiro da vacina”: Bolsonaro brigou com Queiroga antes de “melhor perder a vida que a liberdade”
“Às vezes é melhor perder a vida do que a liberdade”. A frase de Jair Bolsonaro (PL) ecoada por Marcelo Queiroga na tarde de terça-feira (7) aconteceu após uma briga em que o presidente teria acusado o ministro da Saúde de se tornar “marqueteiro da vacina”.
A declaração marcou a guinada definitiva de Queiroga, que é acusado por secretários estaduais de Saúde de abandonar o combate ao coronavírus para embarcar no discurso eleitoreiro do presidente.
No entanto, bem mais do que perder a liberdade, Queiroga teme perder o status de ministro, seguindo o mesmo rumo de dois dos antecessores, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) e Nelson Teich, que deixaram o governo após contrariarem o discurso negacionista de Bolsonaro.
Segundo Robson Bonin, na coluna Radar da revista Veja, Bolsonaro convocou Queiroga para repreendê-lo sobre as negociações do ministro com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para adoção do passaporte da vacina.
O presidente teria atacado o ministro com ironias e fez questão de lembrar que quem manda é ele.
Queiroga saiu da reunião com o chefe e foi direto aos microfones para proferir a declaração, que marcou sua posição eleitoreira.