O transporte público continua a mesma porcaria de sempre
FILOSOFANDO
“Se ages contra a Justiça e eu te deixo agir, então a injustiça é minha.” MAHTMA GANDHI (1869/1948). Foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução, depois de Jesus Cristo.
DROGA DE SEMPRE
Não sei se existe alguma explicação ou justificativa plausível para a péssima qualidade do serviço de transporte coletivo oferecido à população da cidade de Porto Velho, essa capital que continua figurando na relação das mais escrotas do país. O discurso do nosso prefeito quando disputou com stablishement da política local, ainda lembro-me bem, apontava a falta de planejamento como responsável por praticamente todos os malogros da capital rondoniense. Claro que prometia colocar o planejamento como vetor de sua gestão para corrigir a balbúrdia passada. O que sei até agora é que o transporte coletivo urbano dessa desamada capital continua a porcaria de sempre.
PORTO SEGURO
É muito fácil identificar as razões desse fracasso no segmento do transporte em Porto Velho. As falhas são constatadas a partir da indefinida precarização “emergencial do sistema”. O transporte é explorado fora do cumprimento das normas comuns em contratos efetivos de prestação de serviço público. O tal do SIM, inventado pelo antecessor de Hildon Chaves, abraçou todas as falhas anteriores do “monopólio” que dominou, por décadas, a exploração dessa mina de ouro. Então, o fracasso continua e certamente não deveria ter mais justificativas. Esse pessoal que vai levando o SIM com a barriga se aproveita de uma praga ainda presente na gestão pública portovelhense: a incompetência que parece tão forte a ponto de cegar a visão de quem se comprometeu a mudar todos os projetos construídos nas décadas de fracasso.
ELAS VIRÃO
Embora esteja muito perto de parar de botar fé no conserto de tantos erros e omissões praticados pelas gestões anteriores ainda acredito que o planejamento vai ser observado e que o prefeito Hildon Chaves não fez os compromissos contidos nos discursos da sua campanha vitoriosa como simples bravatas. Suas ações deverão sair da esfera meramente mitigatória para as soluções consolidadas e definitivas. Continuar com coisas como o tal SIM no transporte dos portovelhenses é blindar os projetos de fracasso retumbante das gestões anteriores, muitos deles circundados de suspeitas de improbidade e corrupção.
CONVERSA FIADA
Esse jornalista com décadas de exercício da profissão não se lembra de ter sentido tanto asco como sentiu ao ouvir a leitura da “defesa” pelo deputado mineiro Bonifácio de Andrada (PSDB) para livrar Michel Temer e seus ministros da denúncia (a última de Janot). Meu Deus! Como um político pode defender com tantas ganas homens que infelicitam tanto a nação com práticas que envergonham o país?
Já dizia um parente meu ligado ao mundo jurídico: Advogado de pilantra diz o que bem entende, quem quiser que acredite em suas palavras. Mas é público e notório que não foi o procurador-geral Rodrigo Janot que “criminalizou a política”, pois os próprios políticos se encarregaram dessa obra.
OBRA REPUBLICANA
Para o colunista política não é ficção. É curioso ver homens eleitos pelo voto direto do povo defendendo com ardor (com o objetivo de impedir as investigações das denúncias) a quem, pela vontade do eleitorado, deveria ser objeto da investigação capaz de punir na base do doa a quem doer… Ora, no presente caso Janot foi o único que cumpriu sua obrigação funcional, agindo estritamente na forma da lei. Não será o parecer de um governista empedernido que desmentirá a realidade: o conjunto de sua obra foi altamente republicano, é preciso reconhecer.
PATRIARCA
Jose Bonifácio foi o grande defensor da libertação dos escravos no Brasil. O deputado mineiro relator do pedido de arquivamento da denúncia contra Temer e alguns ministros, pelo visto não deveria merecer o sobrenome do ilustre brasileiro do passado. E além de deputado por vários anos o mineiro é também, como Temer, professor de Direito Constitucional. Com professores do nível de Temer e de Bonifácio dá para sentir pena dos alunos de uma disciplina tão importante quanto o Direito.
DESOLAÇÃO
Quem vai de verdade disputar a sucessão estadual? Essa é uma pergunta que constantemente me fazem e eu, sinceramente, não consigo responder conclusivamente. O cenário é desolador. Porque o sistema político que temos hoje, com a estrutura social que temos hoje, a péssima distribuição de renda e a imensa desigualdade social, não permitem que uma nova liderança se firme, construindo um discurso racional e ao mesmo tempo, esperançoso para a maioria da população.
SEM DISCURSO
Nenhum dos candidatos com maiores chances de serem confirmados na disputa não tem até agora discurso para convencer eleitores a seguirem suas ideias. Não sei o que esses políticos estão esperando. Boa parte de que sonha em entrar na corrida sucessória está encalacrada com mal feitos, ou enfiada até o pescoço na corrupção.
DÍVIDA PÚBLICA
A reforma da Previdência é assunto que somente terá curso no próximo governo. Temer não conseguirá emplacar mudanças profundas no sistema previdenciário no Congresso. Com isso manterá a desculpa de a economia não reage positivamente em função do déficit previdenciário. E assim deixa de lado o verdadeiro problema do país: a dívida pública. Nesse nosso sistema dominado pelas grandes corporações dos banqueiros, os governantes se fecham em copas quando o assunto é essa dívida astronômica.
DESIDRATANDO
Logo que entrou no PMDB o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, o deputado-pastor Maurão de Carvalho passou a se apresentar (por iniciativa própria) como forte candidato a governador, acreditando que não teria contestação na sua nova sigla. Meses depois a situação é bem diferente.
A divulgação recente (feita por seus arautos) do convite feito a ele pelo partido liderado (rárárárárá!) Lindomar Garçom sinaliza exatamente a desidratação de seu nome nas searas mais importantes do PMDB.
TEMPO CURTO
Maurão foi com tudo ao pote ofertado por Valdir Raupp, mas ainda não passa de um neo-peemedebista. Do jeito como andam as coisas, o deputado-pastor caminha para ser a primeira grande baixa da disputa já que o tempo para viabilizar a candidatura de governador encurta-se cada vez mais. Conclusão: mais uma vez o sempre pupilo de Ivo Cassol continuará com sua habilidade de vôo de galinha. Dentre em pouco não poderá nem ensaiar uma nova decolagem. Terá de se contentar – se pretender continuar na vida pública – com a disputa de mais um mandato na Assembleia rondoniense.
CRIANÇAS
A Festa da Criança promovida pela prefeitura de Porto Velho está marcada para começar a partir das 16h dessa quinta feira. Ela não terá gasto de recursos públicos. Para promover o evento, a primeira-dama Ieda Chaves, juntamente com sua equipe, arrecadou R$ 65 mil reais no chá beneficente “Criando Laços” e ainda R$ 3 mil reais com a barraca solidária instalada no Arraial Flor do Maracujá.
As bicicletas são fruto da doação da Ciclo Cairu, fabricante de bicicletas e peças de reposição e os refrigerantes e as águas da Dydyo, que cedeu 15 mil unidades ao todo. Os brinquedos também foram adquiridos através de doações.
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