Operação Pseudo Cacique: polícias Civil e Militar miram aliança entre ADA e CV na Zona Oeste do Rio

10 de abril de 2026 19

Policiais civis e militares realizam, nesta sexta-feira, uma ação contra integrantes da facção Amigo dos Amigos. Chamada de Pseudo Cacique, a ação coordenada pela 44ª DP (Inhaúma) tem como alvo o grupo criminoso que atua na comunidade do Jardim Novo, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Em dez meses investigadores identificaram que integrantes da facção se aliaram a criminosos do Comando Vermelho, transformando a região em uma das principais rotas para o avanço territorial dessas facções em comunidades da Zona Oeste. Os agentes visam a cumprir 24 mandados de prisão. Seis pessoas já foram presas.

De acordo com as apurações, o Jardim Novo é estratégico por fazer divisa com a comunidade da Taquara e estar próximo à Cidade de Deus, área dominada pelo Comando Vermelho. As investigações também revelaram que o chefe do tráfico no Complexo do Jardim Novo é apontado como responsável por grande parte dos roubos de veículos e cargas na região.

Quem é quem no tráfico do Jardim Novo, em Realengo — Foto: Reprodução

Quem é quem no tráfico do Jardim Novo, em Realengo — Foto: Reprodução

A polícia afirma que o grupo criminoso impõe uma rotina de ameaças à população, extorquindo dinheiro de comerciantes com cobranças ilegais, além de controlar o fornecimento de gás, água e serviços de internet. Os criminosos atuam com violência e armamento de guerra.

Com base no material reunido ao longo da investigação, a Justiça expediu diversos mandados de prisão contra os principais integrantes da organização, incluindo seus chefes. O nome da ação, Pseudo Cacique, é uma referência a Lucas Apostólico da Conceição, o Índio, apontado como chefe do tráfico no Jardim Novo.

Também participam da operação agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e dos departamentos gerais de Polícia da Capital (DGPC) e Especializada (DGPE).

 

Quem é Índio

 

Um dos chefes da ADA na Zona Oeste do Rio, Índio fugiu do presídio Bangu 6, no Complexo de Gericinó, em 2023. Ele cumpria pena após ser condenado a 16 anos e sete meses de prisão por um roubo cometido em 2021.

Antes de se unir ao Comando Vermelho, ele estaria envolvido numa guerra com milicianos pelo controle da comunidade da Carobinha, em Campo Grande. À época, informações levantadas pela polícia davam conta que ele seria contra uma aliança com o CV.

 

Fonte: EXTRA