Parte da esquerda teme que vitória histórica de Lula enterre autocrítica
Lideranças da esquerda temem que a vitória histórica de Lula sobre Flávio Bolsonaro provoque uma euforia prolongada no entorno do presidente, capaz de interromper um processo de autocrítica iniciado durante o segundo turno.
O receio é que os principais nomes do quarto mandato e da cúpula do PT não compreendam que a vitória não significa que "está tudo bem".
E não se trata apenas de fazer Lula usar mais o celular. É algo mais profundo.
Políticos mais experientes cobram que Lula privilegie, de verdade, os aliados, retome a articulação com o centro e até com adversários, reaproxime-se urgentemente do "povo", atualize ideias sobre economia, segurança pública e mercado de trabalho e oxigene seu entorno, trazendo gente realmente nova para o núcleo duro do Planalto.
Enfim, a lista é longa.
Mas o que essa turma mais pé no chão acredita que não vai demorar a ouvir é: "Ele ganhou assim, ele sabe o que faz".