Pazuello diz que atendeu chamado do “comandante das Forças Armadas”, Bolsonaro, para “missão” na Saúde

19 de maio de 2021 75

Em declaração antes de seu depoimento à CPI do Genocídio na manhã desta quarta-feira (19), o ex-ministro Eduardo Pazuello, afirmou que cumpriu uma “missão”, atendendo ao chamado do “comandante supremo das Forças Armadas”, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), no comando da Saúde.

“Aquela sensação de coração divido acabou no dia 16 de abril à tarde, quando o comandante supremo das Forças Armadas, o nosso Presidente da República, me ligou e se posicionou de forma clara e direta para eu vir”, disse Pazuello, ressaltando que já havia sido procurado pela cúpula militar antes de ser convocado por Bolsonaro.

Usando linguajar militar, Pazuello diz que organizou a partida, “pegando meus uniformes”, para cumprir à missão, em princípio para ajudar Nelson Teich na transição do comando do ministério com a saída de Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS).

“A partir daquele momento, organizei minha partida, peguei meus uniformes, e embarquei com meu assistente secretário para cumprir a missão”.

Pazuello ainda deixou claro que contou com a anuência do comando do Exército para assumir o cargo, em princípio como número 2 da pasta, por um período de 90 dias.

“Já em Brasília me reuni com o comandante do Exército [à época, Edson Pujol] e ficou acertado que nós receberíamos 15 oficiais para auxiliar em cargos-chaves e que a missão teria um período de 90 dias. Ao final de 90 dias, nós reverteríamos para a força e, no meu caso, voltaria para o comando da 12ª região militar em Manaus”, disse Pazuello.

“Cabe ressaltar que passarmos à situação de adidos ou agregados, que são as situações excepcionais, e termos sido nomeados em cargos civis comissionados foram condicionantes, sine qua non, para o cumprimento da missão. Se não não poderia fazer as coisas acontecerem”, disse Pazuello, deixando claro que estava em uma missão militar no governo.

 

Fonte: REVISTA FORUM/PLINIO TEODORO