Preços do petróleo fecham março com a maior alta em quase 40 anos
Afetados diretamente pelas incertezas geradas com a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo fecharam o mês de março registrando a maior alta mensal em quase 40 anos, desde 1988.
O que aconteceu
- Em março, o preço do barril de petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) avançou 63%, o maior ganho para um único mês desde 1988.
- Já o barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) encerrou o mês acumulando valorização de 51%.
- Na manhã desta quarta-feira (1º/4), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI recuava 1,44% e era negociado a US$ 99,92 – refletindo o alívio no mercado após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o possível fim do conflito com o Irã.
- No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo Brent caía 1,05%, ainda acima dos US$ 100 (US$ 102,88).
Fim da guerra entra no radar
Nos últimos dias, os investidores vêm repercutindo declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que disse que avalia encerrar a guerra contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz ainda bloqueado pelas forças iranianas. A informação foi revelada pelo The Wall Street Journal na última segunda-feira (30/3), com base em relatos de autoridades do governo.
Segundo a reportagem, Trump e seus assessores passaram a considerar que uma operação para reabrir completamente a rota marítima – por onde passa 20% do petróleo mundial – poderia prolongar o conflito além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente.
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã já pressiona os preços do petróleo e provoca efeitos em cadeia na economia global. Nos EUA, o impacto ocorre em um momento sensível, às vésperas das eleições para o Congresso.
Diante do cenário, Trump teria indicado que o foco da ofensiva deve ser limitado aos objetivos centrais da guerra: enfraquecer a marinha iraniana e reduzir a capacidade de mísseis do país.
Depois disso, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de forçar Teerã a reabrir a passagem marítima. Caso o bloqueio persista, a estratégia prevê pressionar aliados, especialmente na Europa e no Golfo, a assumir a responsabilidade pela segurança e reabertura do estreito.