Queda na tabela e zona de rebaixamento: veja o que mudou no Botafogo em um mês sem vitórias

15 de junho de 2022 101

Botafogo iniciou a temporada com a euforia da transformação em SAF e dos investimentos de John Textor. O começo de Brasileirão foi promissor e após o triunfo sobre o Fortaleza, no Nilton Santos, a equipe entrou no G4 no dia 15 de maio. Contudo, desde então, o Glorioso não venceu mais na temporada e despencou na tabela, entrando na zona de rebaixamento.

Com um time em construção, é preciso ponderar que o projeto de um futuro glorioso ainda está em sua fase inicial. Na próxima janela, em julho, Textor prometeu reforçar ainda mais a equipe, que apresenta carências em posições importantes como no setor de criação. O duelo contra o Avaí, mais uma vez, mostrou o esforço, em vão, do time para ser mais intenso e eficiente.

Da última vitória para cá, diversas mudanças significativas podem ser observadas dentro e fora de campo. O time, que já não vinha tendo atuações convincentes, passou a não ser competitivo, demonstrar fragilidade defensiva e que não está em sintonia com a proposta de jogo do técnico Luís Castro.

DEFESA FRÁGIL E DIFICULDADE NA CRIAÇÃO

Nos últimos cinco jogos, o Glorioso estufou a rede em apenas duas oportunidades e sofreu nove gols, tornando-se a segunda pior defesa do Brasileirão. Falta ao comandante português entender o estágio em que se encontra o grupo para extrair o melhor das peças que tem à disposição no elenco.

Além disso, é preciso compreender as nuances do futebol brasileiro, como no duelo contra o Palmeiras, quando tentou atuar de igual para igual e foi totalmente dominado pelo líder. O esquema proposto não tem surtido efeito e deixado espaços que têm sido explorados pelos adversários.

Com a proposta de uma marcação mais adiantada, o homem que tem a bola necessita ser pressionado para que não conceda espaços nas costas dos laterais para uma bola longa. Outro ponto importante é que o setor de meio de campo precisa ser mais incisivo e combativo na marcação, algo que tem faltado nas últimas partidas.

Desde o início da competição, a torcida tem comparecido em bom número aos jogos no Rio de Janeiro. Todavia, o desempenho caiu drasticamente e já são duas derrotas consecutivas no Nilton Santos. Em sequência, o time encarou os adversários que voltaram à elite do futebol brasileiro (Coritiba – fora de casa, Goiás e Avaí – em casa) e passou em branco.

APOIO COMEÇA A SE TRANSFORMAR EM VAIAS E INSATISFAÇÃO

A escassez de vitórias fez com que o apoio constante e os elogios se transformassem em vaias e gritos de “time sem vergonha”. Luís Castro reforçou que o time dará a volta por cima, mas que não venderá ilusões. Para ele, a equipe luta para permanecer na Série A e o projeto é a médio-longo prazo.

– Eu acho que todos que analisam futebol com profundidade, as equipes e os jogadores em seu todo, aquilo que conseguimos em determinados momentos não está totalmente de acordo com as valias dessas equipes. Elas conseguem muitas vezes potenciar suas valias através da dimensão psicológica, assim como em alguns momentos do campeonato essa questão põe as equipes pra baixo. Temos que encontrar um ponto de equilíbrio, naturalmente o Botafogo não vai perder sempre, vai chegar o ponto de virada – disse, e emendou:
– Estamos num momento em que a equipe está mais desacreditada mentalmente. Não vender ilusões é não deixar de fazer análises profundas só pelos resultados. Tenho convicção que a equipe vai continuar na Série A, mas vender a ilusão de que se pode ser campeão, chegar à Libertadores, eu prefiro não vender. Nesse momento lutamos para ficar na Série A – frisou.

Um dos principais questionamentos é sobre a montagem do elenco, visto que nomes como Patrick de Paula e Lucas Piazon têm tido poucas chances. O Alvinegro ainda tem carências, mas pode e deve ser mais competitivo. Ainda mais com o investimento feito para trazer Luís Castro, que precisa reagir antes que a panela de pressão entorne o caldo e a pressão comece a ficar insustentável apesar da SAF.

Fonte: Parceria Lance & IstoÉ