Queiroga se irrita com pergunta sobre vazamentos por Bia Kicis: “não sou fiscal de dados”; veja vídeo
O ministro da Saúde Marcelo Queiroga se irritou durante entrevista na manhã desta sexta-feira (7) ao ser indagado sobre o vazamento de dados de três médicos que defendem a vacinação de crianças pela deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), presidenta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
Os dados de Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Marco Aurélio Sáfadi, da Sociedade Brasileira de Pediatria, e Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, estavam em poder do Ministério da Saúde, e foram vazados pela deputada durante a audiência pública sobre a vacinação de crianças na terça-feira (7).
“Os conflitos de interesse de qualquer um que participa de discursões relativas a políticas públicas têm que ser declarados e têm que ser publicados. Eu não estava na audiência pública, você tem que questionar a deputada Bia Kicis”, disse.
Diante da insistência da repórter, que ressaltou que os dados estavam sob responsabilidade da pasta, Queiroga afirmou que não é “fiscal de dados do ministério”.
“Em relação a conflitos de interesse, os conflitos de interesse têm que ser declarados mesmo. Eu sou ministro da Saúde, não sou fiscal de dados do ministério”, afirmou, irritado.
Queiroga ainda criticou a cobertura da mídia sobre o Ministério, dizendo que “todo dia tem uma notícia absolumente inútil” para tumultuar.
Após dizer que desconhecia que Vanessa Canuto, secretária-executiva da Conitec, teria sido demitada pelo secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Helio Angotti, Queiroga criticou o que classifica como “pandemia de narrativas”.
“O que isso interfere no combate à pandemia? Em nada […] O ministro da Saúde sou eu. Sou eu que comando o Ministério da Saúde. Os resultados estão aí, todo os brasileiros sabem, com uma queda de 90% dos óbitos. E nós aqui trabalhamos duro, como vocês sabem todos os dias. O que a gente vê é uma verdadeira pandemia de narrativas que não se sustentam. Somente para criar dificuldades, tumultuar o ambiente que já é complexo por si só. Todo dia tem uma notícia que se traz aí absolutamente inútil”, disse o ministro.
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