Renda (família) mínima
Com a pandemia, está se sentindo a necessidade de amparar as famílias mais pobres, com dificuldade de arrumar emprego, reforçando os programas do Bolsa Família e do auxílio emergencial de R$ 600 mensais. A discussão atual é garantir uma renda básica, universal e contínua, para as famílias carentes. A ideia é ótima, mas sua execução é dificílima. A quantia de dinheiro deveria ser proporcional ao número de filhos? Não estaríamos estimulando a irresponsabilidade, a vagabundagem, a ignorância?
O ser humano se distingue do animal pelo uso da razão. Faz sentido pôr filhos no mundo como coelhos, sem condições de dar-lhes sustento e educação decente? Para cada cidadão que não trabalha, outro tem que labutar dobrado! Ocasionalmente, o Estado poderia socorrer uma família pequena com uma renda mínima. Mas, o certo seria promover um planejamento familiar, pois todo cidadão não pertence apenas à mãe ou ao pai, mas à sociedade toda, que lhe fornece os meios de subsistência. As Nações mais desenvolvidas têm o menor índice demográfico. Será que nossos governantes, um dia, despertarão para este problema tão relevante?
Salvatore D' Onofrio
Dr. pela USP e Professor Titular pela UNESP
Autor do Dicionário de Cultura Básica (Publit)
Literatura Ocidental e Forma e Sentido do Texto Literário (Ática)
Pensar é preciso e Pesquisando (Editorama)
www.salvatoredonofrio.com.br
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