Vera Magalhães: Entrevista de Fabrício Queiroz é insuficiente para quem passou duas semanas protelando
A entrevista concedida foi Fabricio Queiroz ao SBT foi bastante insuficiente para quem passou duas semanas protelando uma explicação. Queiroz passou a maior parte do tempo descrevendo poblemas de saúde e falando que foi perseguido pela imprensa, e muito pouco tempo falando a respeito daquilo que era o foco da conversa: por que entre 2016 e 2017 ele movimentou na sua conta mais de R$ 1 milhão.
Faltando pouco mais de um minuto para terminar a conversa, ele afirmou que é um homem de negócios e que compra e revende carros.
Essa é uma explicação bastante singela, que ele poderia ter dado antes, inclusive. A considerar que seja verdadeira, essa explicação é de fácil comprovação, afinal, compra e venda de carros é algo que exige muita documentação: tem todo o trâmite de cartório e que precisa estar declarado no imposto de renda. Quanto à recuperação dos carros, que ele afirmou que fazia, existe, então, uma oficina que precisa ser contatada e que pode fornecer explicações.
Mas tudo isso não explica por que tinha tantos depósitos e saques de pessoas dos próprios gabinetes. Ele vendia esses carros para os assessores? Por que os depósitos sempre eram feitos próximos ao pagamento dos salários da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro)?
Na entrevista, de 22 minutos, ele relatou seus problemas de saúde e disse que tosse com frequência — mas passou os 22 minutos da conversa sem tossir. Então, dia 26 de dezembro era um bom dia para ele ter ido ao Ministério Público, que o convocou quatro vezes — nós só sabíamos de dois não comparecimentos, mas ele tratou de falar que foram quatro. Mas Fabrício Queiroz terá a oportunidade, ainda nessa semana, de se explicar, já que está sendo convocado novamente.
Fica, portanto, muito evidente que a entrevista não era para esclarecer sua movimentação financeira, mas sim para se apresentar como alguém que é vitima tanto de problemas de saúde, quando de perseguição da imprensa, e também para isentar a família Bolsonaro de suas movimentações financeiras.
A entrevista concedida foi Fabricio Queiroz ao SBT foi bastante insuficiente para quem passou duas semanas protelando uma explicação. Queiroz passou a maior parte do tempo descrevendo poblemas de saúde e falando que foi perseguido pela imprensa, e muito pouco tempo falando a respeito daquilo que era o foco da conversa: por que entre 2016 e 2017 ele movimentou na sua conta mais de R$ 1 milhão.
Faltando pouco mais de um minuto para terminar a conversa, ele afirmou que é um homem de negócios e que compra e revende carros.
Essa é uma explicação bastante singela, que ele poderia ter dado antes, inclusive. A considerar que seja verdadeira, essa explicação é de fácil comprovação, afinal, compra e venda de carros é algo que exige muita documentação: tem todo o trâmite de cartório e que precisa estar declarado no imposto de renda. Quanto à recuperação dos carros, que ele afirmou que fazia, existe, então, uma oficina que precisa ser contatada e que pode fornecer explicações.
Mas tudo isso não explica por que tinha tantos depósitos e saques de pessoas dos próprios gabinetes. Ele vendia esses carros para os assessores? Por que os depósitos sempre eram feitos próximos ao pagamento dos salários da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro)?
Na entrevista, de 22 minutos, ele relatou seus problemas de saúde e disse que tosse com frequência — mas passou os 22 minutos da conversa sem tossir. Então, dia 26 de dezembro era um bom dia para ele ter ido ao Ministério Público, que o convocou quatro vezes — nós só sabíamos de dois não comparecimentos, mas ele tratou de falar que foram quatro. Mas Fabrício Queiroz terá a oportunidade, ainda nessa semana, de se explicar, já que está sendo convocado novamente.
Fica, portanto, muito evidente que a entrevista não era para esclarecer sua movimentação financeira, mas sim para se apresentar como alguém que é vitima tanto de problemas de saúde, quando de perseguição da imprensa, e também para isentar a família Bolsonaro de suas movimentações financeiras.