A classe política de Rondônia perdeu a batalha com as empresas aéreas e com o pedágio na BR 364
Sem segredos
Muita comemoração em torno da conquista do ator brasileiro Wagner Moura, que recebeu o troféu Globo de Ouro de melhor ator em filme de drama, “O Agente Secreto”, também premiado como o melhor filme em língua não inglesa. São realmente vitórias expressivas no plano da cultura mundial, mas só terão utilidade duradoura se o filme for visto pelas reflexões que motiva. O filme, em si, não induz à alegria, mas à tristeza de um país interrompido. Em 1964 houve o golpe de Estado que evoluiu para uma ditadura empresarial-militar por duas décadas.
Na época, o Brasil era um modelo para a China e tinha um desenvolvimento similar ao da Coreia. Nesses vinte anos o Brasil queimou energias na luta interna para se livrar da tutela dos EUA e depois de 1985 vem queimando energias nas brigas políticas da polarização. Enquanto o Brasil perdia tempo, a China se tornou uma grande potência e a Coreia virou uma nação desenvolvida.
Nesse caso, a melhor reflexão que o filme “O Agente Secreto” provoca é a necessidade de superar o atraso unindo a nação. Isso passa por ignorar as fofocas da polarização e definir uma pauta mínima, na qual concentrar esforços no aproveitamento do potencial da Amazônia precisa ser o primeiro item. Mais que chorar o tempo perdido, o drama premiado sugere aproveitar melhor o tempo atual para não ser preciso se entristecer no futuro pelas oportunidades desperdiçadas.
E a segurança?
Ante as estatísticas governamentais de que a segurança púbica tem melhorado em Porto Velho, constato diferenças entre os números oficiais com a realidade. Senão vejamos, no centro histórico da capital temos arrombamentos diários no comércio lojista. Prédios abandonados estão infestados de ladrões, mendigos e drogados que sustentam os vícios com roubo de fiação elétrica nas residências. Casas e estabelecimentos comerciais são depenados até o talo. E tenho depoimento que num distrito de Porto Velho onde os moradores quando saqueados preferem levar a denúncia ao chefe de facção criminosa local. Ele pune o faltoso e manda devolver os objetos roubados. É o fim da picada.
É coisa de louco!
E ainda sobre a nossa segurança pública: os piratas do Madeira roubando sacas de sojas das embarcações nos rios da região amazônica, os traficantes roubando pequenas aeronaves nas regiões do Vale do Guaporé e no Vale do Jamari. A bandidagem está solta. Os políticos se envolvendo nos contratos com empresas de coleta de lixo, Vilhena proporcionalmente é a cidade com maior criminalidade no estado, rachadinhas espalhadas para todo lado. Toneladas de maconha, criando pernas, percorrendo as rodovias de Rondônia. A conexão do pó Porto Velho- Nordeste crescendo. Não consigo mesmo constar melhoras na segurança pública.
E as pesquisas?
Fico me perguntando como vão se comportar os institutos de pesquisas com tantos nomes cogitados – alguns para valer e outros tantos como balões de ensaio – para as eleições ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual. Com tantos nomes fica complicado o trabalho de auscultar o cenário político. Vejam que neste momento estão cogitados desde o senador Marcos Rogério (PL), o atual prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), ao Coronel Braguim (União Brasil), ao vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil), ao deputado federal Mauricio Carvalho, ao ex-deputado federal Expedito Neto, entre outros nomes.
Punhal da traição
A intenção do ex-deputado federal Expedito Neto ingressar no PT para disputar o governo estadual pelo Lulapetismo despertou desconfiança sobre o comportamento do ex-senador Expedito Painho que inventou a candidatura do prefeito de Cacoal Adailton Fúria. Vejam que até agora Expedito Pai e Fúria não se pronunciaram a respeito da situação. Indaga-se se Expedito Pai não estaria negociando a desistência de Fúria para beneficiar o filho na peleja? Expedito Pai tem tradição em aplicar o punhal da traição na política e é bom que Fúria fique precavido com esta situação dúbia. A coisa está no mínimo embaçada e Fúria no prejuízo. E os Expeditos com um pé no Lulapetismo e outro no bolsoanrismo
Clima de definições
Não vejo um clima de definições sobre a corrida sucessória estadual em Rondônia. A coisa está mesmo complicada. Enquanto o governador Marcos Rocha (União Brasil) não definir seus rumos de apoios ao Senado e a sua sucessão vai estar emperrando a escolha do candidato a governador da base governista. Ele está deixando claro que não quer seu vice-governador na disputa e só aceita ele no seu lugar na condição de continuar mandando nos principais secretários da nova gestão e no Detran. Gonçalves por sua vez se recusou ser uma rainha da Inglaterra e a coisa enguiçou de vez. No troca-troca de legendas com a janela partidária a partir de março poderemos ter então algumas definições sobre os governadoraveis.
Via Direta
*** A cobrança de pedágio já está encarecendo o custo de transportes em Rondônia e no vizinho Acre também atingido pela medida adotada na BR-364 *** O custo do frete será jogado nas costas dos pobres consumidores que irão pagar o pato pelo pedágio mais caro do País. Protestos já rolando no Amazonas, Acre e Rondônia, os principais estados prejudicados com a medida ***A classe política de Rondônia perdeu a batalha com as empresas aéreas e agora perde também o embate com o custo do pedagiamento da rodovia 354. Ninguém merece a reeleição por aqui. Vamos trocar os omissos e aqueles que recebem mensalinhos *** Trocando de saco para mala: a violência doméstica só tem aumentado em Porto Velho. A mulherada não sabe mais a quem recorrer para frear está triste situação.
MAIS LIDAS
Falta de CBS e IBS em notas vai gerar multa só a partir de abril; entenda
Oposição tenta driblar recesso e ampliar pressão sobre Moraes
Quem é o advogado que queimou e matou homem em “ritual satânico” no DF
POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)
Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br