Após ocupação de fazendas, PT e PL se unem contra conselho indigenista
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entidade vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está sendo acusada de financiar ocupações de fazendas no Mato Grosso do Sul. O deputado estadual Coronel David (PL-MS) apresentou notas fiscais nas quais o grupo aparece como pagador do transporte que levaram os manifestantes.
“Eu fiz indicação à Secretaria de Segurança sobre as invasões que estavam ocorrendo no estado e em uma reunião posterior tive acesso à cópia de inquérito que prova que o CIMI incentiva e ajuda invasões de terra em MS. O inquérito policial, inclusive, traz declarações das empresas de ônibus contratadas, facilitando assim a invasão na fazenda de Rio Brilhante”, disse Coronel David no plenário da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul.
Então, ele mostrou duas notas fiscais no valor de R$ 10 mil pelo transporte. “Certamente vai haver responsabilização e vamos cobrar para que não gere dúvidas e que outras pessoas sejam desestimuladas à prática criminosa”, continuou o parlamentar.
Coronel David também é coordenador da Frente Parlamentar de Defesa do Direito de Propriedade e afirmou vai ao Ministério do Planejamento, chefiado por Simone Tebet que também é do Mato Grosso do Sul, para inclusão de orçamento para indenização dos proprietários rurais afetados.
A nota fiscal apresentada pelo parlamentar é sobre a ocupação da Fazenda Inho, em Rio Brilhante (MS). O documento foi apresentado na Assembleia Legislativa do estado.

Nota fiscal obtida pela revista Veja contra Cimi / Metrópoles
A Fazenda do Inho foi ocupada no dia 5 de março deste ano. Os indígenas chegaram ao local em um ônibus de várias cidades de Mato Grosso do Sul. O Metrópoles procurou o Cimi e um interlocutor da organização informou que uma nota à imprensa será divulgada ainda nesta segunda-feira (8/5).
Fazendeiro ligado ao PT