Após pesquisa, ministro fala em conter “sincericídio” de Bolsonaro

13 de janeiro de 2022 68

divulgação da primeira pesquisa eleitoral do ano, da Quaest, nesta quarta-feira (13) provocou alvoroço no Planalto e um dos ministros, ouvido por Fabio Murakawa do Valor Econômico, fala em conter o “sincericídio” de Jair Bolsonaro (PL) diante de um quadro totalmente desfavorável.

Esse sincericídio dele, esse espontaneísmo exagerado tem que ser contido”, disse o ministro, que não teve a identidade revelada pelo jornalista.

O reflexo dos dados, que mostram uma vitória de Lula (PT) no primeiro turno com 52% dos votos válidos, pode ser visto nas declarações de Bolsonaro durante o dia.

Irritado, o presidente mirou o Supremo Tribunal Federal (STF) e deu um chilique ao afirmar que os ministros Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso “querem Lula presidente”.

 

Bolsonaro ainda atacou por diversas vezes o pré-candidato do PT, falando que Lula em “uma vida pregressa imunda” e que o objetivo de seu retorno ao poder seria “assaltar o país” e “roubar a nossa liberdade”.

“Querem reconduzir à cena do crime o criminoso juntamente com Geraldo Alckmin? É isso que queremos para o nosso Brasil?”, gritou Bolsonaro.

Outro sinal de desespero no Planalto pode ser visto nas redes sociais. Tutor da milícia virtual, Carlos Bolsonaro (Republicanos) espalhou uma notícia falsa horas após a mesma ter sido desmentida pela equipe de Lula. O filho 02 publicou uma foto de um homem em cima de uma lancha escrito “Lulalu”, afirmando se tratar do petista.

Pesquisa Quaest traz dados desfavoráveis

Levantamento da Quaest mostra que Bolsonaro estancou em parte seu derretimento no Nordeste com o lançamento do Auxílio Brasil.

No entanto, analistas acreditam que, até o momento, os números são insuficientes para levá-lo ao segundo turno das eleições.

Além disso, os passeios de jet ski e os cavalos de pau com carro em parque de diversões durante às férias, enquanto a Bahia sofria com enchente histórica, fez a rejeição ao presidente crescer entre as mulheres.

Outro fator que refletiu no eleitorado feminino é a demora na aplicação das vacinas em crianças.

“Pela primeira vez houve um descasamento entre os eleitores homens e mulheres. Eles rejeitam menos Bolsonaro, enquanto elas rejeitam mais, especialmente pela postura contrária do governo em relação à vacinação de crianças”, afirmou Felipe Nunes, CEO do Quaest ao Fórum Onze e Meia.

Fonte: REVISTA FÓRUM/PLINIO TEODORO