Argentina permite registro de identidades com o gênero “X”
Diz a reportagem do Estadão que Braga Netto baixou com os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica no gabinete do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e mandou a braba pra cima do parlamentar: ou põe voto impresso, ou não vai ter eleição!
Parece que foi assim mesmo. Como um xerife do século XVIII que tutela as terras áridas do Colorado, chegou carteirando e avisando que se não aprovarem a estúpida ideia do entupido do Planalto, de colocar uma maquininha que cospe uma papeleta com o voto impresso na urna, bye-bye eleição de 2022.
Meus caros, acabaram os resquícios vestigiais de vergonha na cara que essa gente ainda mantinha. O chefe dos escoteiros apareceu na Câmara dos Deputados, com três anciãos vestidos com paramentos coloridos e medalhinhas zinabradas, e foi falar na cara do chefe do Legislativo que é ele quem determina se haverá ou não eleição no país.
A notícia correu como um rastilho de pólvora e as cobranças vieram de todos os lados. A pergunta até então mais pertinente é: quem soltou isso na rua? Como pode esse substrato de autoritarismo anacrônico e embolorado ainda persistir num país que jurava ter se livrado da casta parasitária que há mais de um século golpeia e chupinha o Brasil, que vive sentada nas poltronas das regalias e das mamatas?
Amigos, quem é Braga Netto na fila da cantina?
Ou o caso é psiquiátrico e em duas semanas ele vai falar que é o Duque de Caxias, ou realmente o desocupado constipado do Alvorada está pondo em marcha um inacreditável golpe de Estado em moldes retrô, com tanques e caminhões camuflados nas ruas
Braga Netto é só mais um senhor de pijama que nos custa os olhos da cara, mas nessa brincadeira de telefone sem fio é prudente rastrear o recado e saber quem o mandou à Câmara para brincar de Forte Apache.
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