Bolsonaro diz que está acompanhando apuração sobre ataque à Catedral: 'Crime bárbaro'
BRASÍLIA — O Presidente eleitoJair Bolsonaro (PSL) manifestou nesta noite votos de solidariedade às vítimas da tragédia ocorrida na Catedral Metropolitana de Campinas e seus familiares e disse que está acompanhando a apuração das autoridades sobre o "crime bárbaro" ocorrido no município.
"Estamos acompanhando a apuração das autoridades sobre o crime bárbaro cometido hoje na Catedral Metropolitana de Campinas, em São Paulo. Nossos votos de solidadiedade às vítimas dessa tragédia e aos familiares" , afirmou o presidente em sua conta oficial.
Na tarde desta terça, Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, entrou armado em uma missa que estava sendo realizada na Catedral Metropolitana da cidade e, após a cerimônia, matou quatro pessoas, feriu outras quatro e acabou se matando após ser alvejado por policiais que chegaram ao local e se depararam com o ataque de Grandolpho aos fiéis.
O crime ocorreu em uma área de grande circulação na região central de Campinas. Segundo o Corpo de Bombeiros, o suspeito entrou na igreja com uma pistola e um revólver calibre 38. Em meio aos fiéis que oravam logo depois do término de uma missa, Euler se levantou, sacou a arma e disparou contra as pessoas.
Atirador era analista de sistemas sem antecedentes criminais
Euler Fernando Grandolpho, 49 anos, morava com o pai, que é viúvo, no município de Valinhos, de acordo com parentes . Parentes se surpreenderam ao descobrirem que Grandolpho era o homem que abriu fogo no interior da Catedral de Campinas. De acordo com a família, era um homem "extremamente educado".
Documentos do Ministério Público de São Paulo disponíveis na internet mostram que Grandolpho foi aprovado em concurso da instituição homologado em 24 de setembro de 2009. Em 8 de dezembro de 2012, ele foi nomeado auxiliar de promotoria I lotado na área regional da capital. O Ministério Público informou que o atirador pediu exoneração no dia 3 de julho de 2014.