Cuba se recusa a abrir corredor humanitário para ajuda estrangeira

12 de julho de 2021 75

Mesmo enfrentando o pior momento da pandemia de covid-19, a ditadura de Cuba se negou a abrir um “corredor humanitário” para receber ajuda de outros países e organizações internacionais. O Ministério das Relações Exteriores cubano reconhece que a situação é crítica no país, mas rechaça o que classifica como “intervenção”.

“Alguns, de maneira intencional e manipulada, mencionam a necessidade de implementar corredores humanitários, de intervenção humanitária. Esses são conceitos e termos relacionados a situações de conflito armado, violações graves do direito humanitário internacional, que não têm nada a ver com o que está acontecendo no país”, afirmou o diretor-geral dos Assuntos Consulares e Cubanos Residentes no Exterior, Ernesto Soberón.

Em meio a uma grave crise de falta de produtos hospitalares básicos, medicamentos e oxigênio, Cuba registrou, no sábado 10, pelo terceiro dia consecutivo, seu recorde de mortes causadas pelo novo coronavírus (31), além de 6.750 casos confirmados, de acordo com dados do Ministério da Saúde Pública.

A denúncia ocorre em um dia em que Cuba registrou outro recorde de infecções em 24 horas, com 6.750 casos, em um total de 231.568. Com 11,2 milhões de habitantes, a ilha relata 1.490 mortes.

"O Conselho para a Transição Democrática apoia (...) a campanha promovida pelos cubanos que de várias partes do mundo pedem ao governo de Cuba (...) a criação de um corredor humanitário", afirmou em nota enviada à imprensa internacional.

No texto, o Conselho destaca que "a abertura às doações que muitos cubanos enviaram ou desejam enviar a seus compatriotas e a solicitação de ajuda humanitária a organismos internacionais ou a países dispostos a estender a mão são os passos que um governo deveria estar disposto a dar" na conjuntura atual.

Fonte: REVISTA OESTE