"Eu luto pelos direitos" dos homossexuais, diz Viktor Orbán

24 de junho de 2021 140

Eu luto pelos direitos deles. Fui um lutador pela liberdade no regime comunista, onde a homossexualidade era punida, e lutei pela sua liberdade e pelos seus direitos. Portanto, defendo os direitos dos homossexuais, mas esta lei não é sobre isso. É sobre os direitos das crianças e dos pais", disse, à chegada a uma reunião de líderes da União Europeia, em Bruxelas.

Confrontado com a carta de 17 líderes de Estados-membros, na qual estes prometem continuar a lutar contra a discriminação da comunidade LGBTI, sem nunca mencionar expressamente a Hungria, Orbán sugeriu que os líderes "não leram a lei", que, sustentou, visa "defender os direitos das crianças e dos pais". "Não é contra a homossexualidade. A lei é para decidir de que maneira os pais gostariam de educar sexualmente os filhos", afirmou.

Apontando que a lei já foi promulgada, pelo que não haverá qualquer recuo, Orbán, questionado sobre se está disposto a prestar esclarecimentos aos seus pares durante o Conselho Europeu que tem hoje início em Bruxelas, notou que o assunto não consta da agenda, mas disse estar aberto a explicar a lei a quem o interpelar.

Apesar da questão dos direitos da comunidade LGBT não constar da agenda de trabalhos do Conselho Europeu, fontes diplomáticas consideraram "mais do que provável" que seja suscitada por algumas delegações durante a sessão de trabalho de hoje à noite.

O Presidente húngaro, János Áder, promulgou na quarta-feira a lei que proíbe que se fale a menores de 18 anos sobre a homossexualidade nas escolas e que gerou tensão entre a Hungria e a UE.

Áder, um dos fundadores do Fidesz, o partido do primeiro-ministro no poder, o ultranacionalista Viktor Orbán, assegurou ainda que a lei não limita os direitos constitucionais dos maiores de idade e amplia as obrigações em relação à defesa dos menores de 18 anos.

A oposição progressista da Hungria, várias organizações não-governamentais, grupos de defesa dos direitos LGBTQ e os meios de comunicação social independentes do país classificam a lei como homófoba, ao ligar a homossexualidade à pedofilia.

É direito da família criar seus filhos, conforme entender correto.

 

 FONTE/CRÉDITOS: Notícias ao Minuto - Portugal

 CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Getty Images

Fonte: Belinha Nogueira