Grêmio corre risco de pagar por volante que veio de graça

26 de dezembro de 2025 38

Grêmio pode ter que pagar pela contratação do volante Camilo Reijers, 26 anos, que chegou de inicialmente de graça, em fevereiro deste ano. O Ahmat Grozny, da Rússia, entrou com um processo no Tribunal Arbital do Esporte (CAS), da Fifa.

O time russo entendeu que o meio-campista rescindiu o contrato unilateralmente e acusou o clube brasileiro de aliciamento. Assim, cobra uma indenização pela transferência.

O Tricolor, por outro lado, alega que Camilo chegou como agente livre. A diretoria gremista usa a normativa da Fifa por conta da guerra entre Rússia e Ucrânia para contratá-lo sem custos.

- O departamento jurídico do Grêmio enviou as alegações do clube à Fifa e tem plena confiança de que elas serão acolhidas - diz o clube, em nota.

O processo ainda tramita na entidade máxima do futebol. Não há previsão para a sentença.

Com a camisa do Imortal, Camilo deu uma assistência em 26 partidas, sendo titular em 12 oportunidades. O novo técnico Luís Castro ainda avalia se pretende utilizá-lo ou ficará disponível no mercado.

Veja a nota do Grêmio sobre Camilo

"Em relação à contratação do atleta Camilo Reijers, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense esclarece:

1 - Em fevereiro de 2025, o referido atleta foi contratado livre no mercado, após seu desligamento do futebol russo amparado em entendimentos da FIFA sobre as questões que envolvem a guerra entre Rússia e Ucrânia;

2 – Em momento algum o Grêmio realizou qualquer pagamento ou negociação envolvendo o clube ao qual o atleta esteve anteriormente vinculado;

3 – Após a assinatura de contrato entre Grêmio e atleta, o clube russo acionou a FIFA em busca de uma indenização, alegando rompimento unilateral de contrato por parte do jogador e aliciamento por parte do Grêmio. A referida ação ainda não foi a julgamento, portanto não existe qualquer deliberação sobre o tema que impute responsabilidade a alguma das partes;

4 - O Departamento Jurídico do Grêmio enviou as alegações do Clube à FIFA e tem plena confiança de que elas serão acolhidas".

Fonte: Guilherme Moreira