Lava Voto
É uma verdade insofismável o que afirmou a presidenciável Marina Silva: "a eleição de 2014 foi uma fraude" (Folha, 28/4), pois Dilma, a candidata imposta pelo petista Lula, Aécio Neves, o chefão do PSDB e o emedebista Michel Temer conheciam e se beneficiaram do esquema de corrupção. Eu acrescentaria que também as eleições anteriores, realizadas no velho esquema do "toma cá, dá lá", "rouba, mas faz", foram ilegítimas pela compra de votos. A operação Lava Jato está revelando o indecoroso conluio entre políticos e empresários para assaltar o erário público.
Nas próximas eleições, os cidadãos, pelo voto consciente, deveriam ampliar o alcance da lei da ficha limpa, pois culpado não é apenas o corrupto, mas também o cúmplice ou omisso. Uma "Lava Voto" deveria completar a missão da Lava Jato, colocando no ostracismo todos os políticos da velha guarda, considerando que há aproximadamente 55.000 "autoridades" incriminadas, mas protegidas pelo foro privilegiado. Adiantaria muito pouco mudarmos apenas de Presidente, escolhendo Joaquim ou Marina, se não renovássemos senadores, deputados e vereadores, como também governadores e prefeitos. Já passou da hora do povo brasileiro lutar para a construção de uma democracia mais justa.
Salvatore D' Onofrio
Dr. pela USP e Professor Titular pela UNESP
Autor do Dicionário de Cultura Básica (Publit)
Literatura Ocidental e Forma e Sentido do Texto Literário (Ática)
Pensar é preciso e Pesquisando (Editorama)
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